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20>Pepsi>09.09.06 Setembro 19, 2006

Posted by bttgeraes in 1.
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Ficha Técnica

Localidade: Matias Barbosa – MG
Data: 09 de Setembro de 2006
Distância Total: 35km em 4 horas
Reabastecimento d’água: não
Sinal de Celular: fraco
Tipos de via:
-estrada de asfalto: 40%
-estrada de terra: 10%
-trilha em campo: 50%
Navegação: difícil
Nível de Dificuldade: difícil
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Uma pedalada de 9 km em vinte minutos de subida a partir do centro da cidade me levam à entrada da trilha, próxima a um grande posto de gasolina. Vinte minutos de giro em ritmo de aquecimento para as pernas, que servem também para pensar sobre o trajeto à frente. Pretendia atingir a Pepsi, uma manjada trilha aqui em JF. Para isso desceria outra, chamada Cherry Coke.

Saindo diretamente da BR040, sobe-se o barranco empurrando a bicicleta, mas um comprido e íngreme singoltreque aparece e faz a ligação com o alto da montanha. Subi repassando mentalmente o equipamento que havia colocado dentro da mochila e dei falta da bomba. Câmara reserva e remendos não faltavam, mas não seriam de grande valia caso eu precisasse encher o pneu. Agora era tarde. Eu já havia subido demais.

primeira-subida.jpg

Após agressiva ascensão atinjo o ponto mais alto da trilha. Dali é possível observar parte do município de Matias Barbosa. Nos dias de visibilidade ótima, quando o olho atinge grandes distâncias, vê-se o contorno da Serra do Mar. Bastava-me conferir a calibragem e pilotar com cautela.

vista.jpg

Eu já havia guardado a câmera e me preparava para descer quando aparece um ciclista subindo o pasto, em frente. Ricardo, um ex-mecânico profissional de bicicletas, fazia seu treino diário. Eu já lhe havia falado sobre este sítio bttgeraes e não demorei a expor-lhe minha intenção de escrever um relato e, principalmente, registrar em fotos o caminho. Ricardo ainda tentou se desvencilhar, mas sentiu o dever falar mais alto. Ele seria a pessoa ideal para mostrar o caminho, passar impressões e aparecer nas fotos.

mirantim.jpg

Ele sugeriu uma nova abordagem, e então deslizou silenciosamente sua Giant pelo gramado. Criado por aquelas bandas, Ricardo logo desapareceu, descendo pelo tapete verde. Adrenalina a mil. Segui seu exemplo e aliviei os freios, mas não de todo. Aquele tapete pode esconder surpresas. Um pequeno toco pode te jogar para o alto.

gramado.jpg

No melhor estilo bat caverna ele guiou-me através de uma saída que eu já havia, inutilmente, tentado encontrar. Aquela fuga secreta superou todas as minhas expectativas. Um circuito em forma de 8, com aproximadamente 4,5 km de extensão, que se mostrou extremamamente técnico e recereativo. A trilha cruza várias vezes a própria Cherry Coke, levando-nos de volta o ponto inicial. Dali Ricardo iria embora para chegar atrasado ao compromisso.

dh.jpg

Com o corpo quente e as pernas já esfoladas, e ainda animado pelo conhecimento de novos caminhos, agora era começar de novo. Encontrava-me novamente sozinho. Com a sequência de acontecimetos, esqueci-me de pedir a bomba emprestada. Não sei se ele me emprestaria. A descida é pela esquerda, com muita atenção para não furar o pneu nem errar o caminho. Várias opções no pasto podem confundir os desatentos, e a saída é numa virada brusca à direita, ao contrário do que parece ser quando se observa o caminho, do alto. A região é muito acidentada, talvez pela grande incidência de nascentes e córregos que a todo o momento cortam o caminho. Ou seriam os caminhos que cortam os córregos?

corguim.jpg

Ziguezagueando pelos pastos, a trilha segue descendo. Vários tipos de orquídeas e diversos ipês temporões pintavam o verde das matas. Mas o inverno fora seco demais para que o verde resistisse aos incêndios, que também são – infelizmente – típicos daquela estação do ano. Um grande bambuzal na encosta do vale havia sido dizimado e era possível ver ainda pontos de onde saía bastante fumaça. Por sorte o vento soprava para o outro lado. As subidas se aproximavam e ar puro é muito bem-vindo nessas horas.

O pasto parece gramado. Alguns bois e vacas observam de longe, e as porteiras nos indicam a divisão dos terrenos. Motocicletas não trafegam por estas bandas. O sossego é total. Formações graníticas afloram da paisagem. Hora de procurar sombra para breve descanso, algum alimento e leitura. Os freios também agradecem. Afinal, foram bons 5km de descida técnica queimando na veia.

sombra.jpg

A trilha segue maravilhosa em sobe e desce ultra técnico initerrupto até um grande curral negro. Atrás dele, uma estrada à sombra de imenso bambuzal leva ao dique de cimento. Ele é a passagem para a estrada de terra, do outro lado do córrego.

escritorio-no-mato2.jpg

A estrada é relativamente plana e tem aproximadamente 4,5,km de extensão até encontrar-se com o asfalto Matias/Caeté. Dali são 12 km até o centro de Juiz de Fora. Eu poderia contar também das muitas aventuras ao percorrer de bicicleta este pedaço, mas a verdadeira emoção começa onde o calçamento termina.

ipe-amarelo.jpg

Comentários»

1. Leonardo - Abril 13, 2007

Fala Diogão! Otima essa matéria da Pepsi, e as outra também!É isso aí garoto! Temos que divulgar este Parque Nacional do Montain que é Juiz de Fora!!!Um abraço! e Vamo socando a bota!!!!