29>Fortaleza de Sant’Anna>24.03.07 Abril 10, 2007
Posted by bttgeraes in Sem categoria.trackback
Ficha técnica:
Localidade: Coronel Pacheco, MG
Data: 24 de março de 2007
Distância Total: 28km em 4h
Reabastecimento d’água: não
Sinal de Celular: bom
Tipos de via:
- estrada de terra vicinal: 55%
- trilha em campo: 25%
- trilha em mata: 20%
Navegação: médio
Nível de Dificuldade: alto
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O deslocamento dos 35 km iniciais deu-se de carro. Desde a estrada já se vê a grande “cabeça de pedra”. Lá de cima desce a água do rio que eu pretendia acompanhar. No portal temos a primeira impressão da Fazenda.
Outrora latifúndio mui produtivo, a atual Sant’Anna é atualmente compartilhada por muitas famílias, que dela tiram o sustento. Muitas atividades produtivas e extrativistas são desenvolvidas na região.
A criação de bois e vacas é feita com os animais soltos. Isso possibilita que a qualquer momento você possa ser surpreendido por uma bezerro que salta do bambuzal, bem na sua frente, ou por um bando de vacas que resolve estacionar na passagem, impedindo o trânsito. Amassando o barro com seus cascos, eles estão por toda parte. Bois e cavalos. Em qualquer lugar, a qualquer momento.
Bicicleta no chão, a primeira fase é percorrer um trecho na fazenda para alcançar a base da subida. Sempre ouvindo a água correr, a passagem é feita por uma estrada vicinal na sombra de frondosa mata. Havia chovido muito na noite anterior. Estrada de terra, muita água e trânsito de bois formam algo especial: lama! Em Sant’Anna tem isso de todo tipo. Da preta, da bege e da vermelha. A preta espirra, a vermelha gruda e a bege suja acompanhada de muitas folhas. Dê preferência para a bege, principalmente se ela estiver sob o bambuzal. É a mais firme para os pneus. Este trecho requer muita paciência e alguma força.
À medida que a inclinação vai aumentando, os animais vão rareando ou escolhendo caminhos alternativos. O reflexo disso é que a lama diminui. Muito técnica e perigosa em quase todos os trechos, esta dura subida pode ser ainda mais traiçoeira quando molhada. A força do sol ajuda, secando o chão. Fragmentos da rocha que forma a montanha mostram-se na trilha, o que pode ser uma opção na hora de escolher entre a água ou a lama.
A escalada aconteceu de forma quase pacífica, e o sol definitivamente aquecia os seres para mais um dia. No topo, pude avaliar melhor a empreitada. Os 2 quilômetros iniciais só arranharam as pernas. Eu havia subido ali por um motivo. Claro que eu arriscaria acompanhar o rio até onde eu aguentasse. A trilha estava convidativa.
Alternando singoltreques e estrada vicinal, a região é um grande parque de diversões para o mauntainbaiquer. Depois de percorrer alguns quilômetros escolhendo passar por entre pastos, gramados e trilhas, chego a uma igreja semi-abandonada. Lendo as inscições numa placa, descobri que eu estava no distrito de Chácara. A capelinha serve aos cultos esporádicos dos colonos da região. Fiquei imaginando uma missinha de noite, na escuridão e silêncio daqueles pastos ermos. Voltei minha atenção para a trilha. Eu já estava saindo dos domínios da Fortaleza.
Apesar da distância já ser considerável, arrisco seguir em direção a Chácara. A igreja marca o início das baixadas, então a velocidade aumenta. A mata aos poucos vai retomando seu lugar nas montanhas. A trilha, agora completamente seca, oferece inúmeras variáveis. Como eu estava sozinho preferi manter a principal sob meus pés. Entretanto não havia garantia de que eu encontraria um caminho alternativo de volta. O sol estava inclemente e a água, como sempre, no final. Naquele sertão não é fácil economizar o precioso líquido.
Num determinado momento, olhando para o relógio, parei a bicicleta, virei e voltei. Preferi voltar. A distância já era grande o bastante, e a descida final seria perigosa. Eu precisava estar inteiro para descer com segurança. Voltaria outro dia, talvez acompanhado e depois de estudar a carta e conversar melhor com o pessoal da região. Quem sabe atingir Chácara?… mas esta trilha já havia deixado suas marcas.









Valeu Bttista, este realmente é um CLÁSSICO do BTT na região de Juiz de Fora/MG, vc foi um guerreiro ao tentar enfrentar as armadilhas de Santana sozinho…. v se da próxima vez convida os amigos, aí poderemos enfrentar a trilha saindo de Chácara/MG e dropar o técnico donwhill de Santana.
Parabéns para todos do BTT Gerais por apoiar e incentivar o BTT de forma saudável e consciente.
Boas pedaladas.
sou um antigo morador desta fazenda. fui criado nela estou morando a 25 anos em Guarujá sp. Fiquei muito feliz em ver estas imagens. parabens pra todos que fizeram este trabalho;e estas imagens. obrigado por me proporcionar este momento de alegria.
PARABENS PRA VC, ESSA FAZENDA É D+, SOU DE LA TAMBEM, ESPERO QUE VC VOLTE LA PARA MAIS UMA AVENTURA NESSE INFERNO TROPICAL.
[...] Desde a ocasião do primeiro relato da Fortaleza de Sant’anna ficou o desejo de atingir o distrito de Chácara. Finalmente este dia chegou. A logística incluía [...]