31>Tabuleiro-Peixe Tolo>08.06.07 Julho 14, 2007
Posted by bttgeraes in 1.trackback
Ficha Técnica
Localidade: Tabuleiro, Conceição do Mato Dentro – MG
Data: 08 de junho de 2007
Distância Total: 30km, em 5h30
Reabastecimento d’água: sim
Sinal de Celular: não
Tipos de via:
-estrada de terra: 15%
-estrada de terra vicinal:20%
-trilha em campo:25%
-trilha em mata: 35%
Navegação: intermediária
Nível de Dificuldade: difícil
………………………………………………………………………………….
O Peixe Tolo
Este relato pode ser considerado uma extensão da rota anterior, quando no mês de abril, ligamos a vila do Tabuleiro à cachoeira do Rabo de Cavalo, por trilha. A intenção de refazer o rolé, surgiu como garantia de diversão para uma parceria de bttistas que nunca havia sido armada por aquelas bandas. A diferença era que, dessa vez, o passeio começaria pela manhã, deixando tempo disponível para tentar um ataque ao cânion vizinho do Rabo de Cavalo. O plano era repetir o caminho vicinal até o ponto onde a fenda profunda e as escarpas mais definidas do Peixe Tolo nos guiariam pela nova variante.

10h00 – Logo de cara a saída pelo cemitério foi confirmada como passagem mais desafiadora. O longo single corta o pasto com inclinação acentuada e pode ser considerado um dos trechos mais difíceis desse dia. Seguindo em frente, as primeiras descidas em trilha vão de encontro aos capões de mata que circundam pequenas nascentes. O sobe e desce da trilha deixa tudo mais divertido e, sem dúvida, irá funcionar sempre como um seletor das turmas que vierem aqui. Estávamos em dupla e ficou claro nos vários crux que, mais pressão nas pernas significa descer menos da bike, ou quase nada, confirmando assim o alto nível técnico da rota.
Nesse trecho capoeiras e matas ciliares fornecem sombra para a dupla que ia se alternando na guiada. As baixadas mais rápidas e dinâmicas foram aproveitadas intensamente. Já nas curtas e técnicas subidas, o silêncio e a claridade do final da manhã facilitavam a concentração.
Ao completarmos a transição para a vasta planície onde se encontram os cânions do Rabo de Cavalo e do Peixe Tolo, percebemos que era hora de definir os objetivos com mais precisão. Saímos do trecho de trilha fechada e atacamos, por estrada, o topo do campo onde os dois atrativos são visíveis. Hora de analisar o relevo e decidir: repetir o já conhecido ou explorar o novo? Concluímos que fazer os dois causaria um aperto no tempo e que não relaxaríamos em nenhuma das paradas. Assim, optamos pelo novo e o Peixe Tolo entrou na mira.
A estradinha corta o pasto pela crista e deixa à mostra algumas variantes em trilha que contornam as poucas elevações, para retornar à via principal mais à frente. A boca do cânion permanece visível à medida que nos aproximamos, assim o navegador tem apenas o trabalho de escolher qual variante vai usar para atacar. E pedalar.
Duas moradias marcam o acesso principal ao cânion onde a estrada volta a ser trilha e desemboca num belo ribeirão. Bikes nas costas até a outra margem e tome morro acima. E depois morro abaixo, sempre com a fenda na mira.
Chegamos em mais duas casas, agora para pular uma cerca e acessar definitivamente o ribeirão do Peixe Tolo. O remanso formado pelo curso d’água é muito agradável e a vegetação em volta oferece sombra e sossego.
Após o lanche e várias fotos voltamos à carga e analisamos o sítio. Estávamos na margem do ribeirão que nesse ponto já cortou todo o cânion com suas elevadas e acidentadas escarpas de quartizito. Lembramos das dicas recebidas sobre deixar as bikes nas moradias e pela formação do relevo concluímos que o ataque final seria com os pés no chão, literalmente. Saímos então do nosso recanto e rumamos para a boca da grande grota. A trilha ainda ganha alguma altitude até oferecer uma visão completa do Peixe Tolo.
Paramos logo à frente para mirar. A tarde, apesar de quente, já se adiantava e boa parte do cânion já estava na sombra. Momento de contemplação e paz. As grandes paredes que se formam abruptas. A grota ao fundo onde nasce o ribeirão. E o imenso portão de entrada, com o torreão imponente à esquerda como um guardião dos segredos de milhões de anos do tempo geológico.O retorno foi feito por cima das marcas deixadas por nossos próprios pneus. Sem pressa, sem ansiedade. Só pelo prazer de decorar as quebradas do caminho.











Esta deve ter sido fantastica ! da proxima vez lembra da gente e convida ! vamos preservar o local a Dona Miteran agradeçe !
meio- tempo morador no salto (taboleiro), estou podendo observar admirativamente as proezas de vçes, graças o site .
parabens pelo relatos , estou agora na frança, vou mostrar esse matérial para um club de “btt”, aonde atua o meu irmào, eles pretendem passar 15 dias pedalando através as serras cercando o taboleiro, como de costume chegando todo equipados,
agradeço o bom exemplo de vçês
Peixe Tolo! Já estive lá de moto, em 2006, partindo do povoado de Itacolomi, que fica antes de Tabuleiro. Belo lugar. Valeu a pedalada de vcs. Já foram no cannion do Buraco louco, em Morro do Pilar?