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02>Perdidas>27.09.05 maio 20, 2006

Posted by bttgeraes in 1.
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Ficha Técnica

Localidade: Nova Lima – MG
Data: 27 de Setembro e 02 de Outubro de 2005
Distância Total: 32km
Reabastecimento d’água: não
Sinal de Celular: bom
Tipos de via:
-estrada de terra: 1%
-trilha em campo: 89%
-trilha em mata: 10%
Navegação: difícil
Nível de Dificuldade: difícil
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Diário de um ciclista.

Últimos dias de setembro. Eu havia resolvido que naquela semana daria uma olhada em Perdidas. Chovera na segunda à noite, a trilha devia estar boa.

abertura

Terça-feira arrumei tudo, tentei dormir bem e na quarta amanheceu quase sol. Sete horas acordei, quase oito consegui começar a pedalar. E também por volta de oito horas minha corrente arrebentou. Que beleza! Eu mesmo a havia tirado para lavar na semana anterior. Em menos de dez minutos já estava guardando tudo para continuar subindo. Chão molhado e as tradicionais poças de lama.

Nublado querendo esfriar, mas num esfriava. A trilha só subindo. Era o (meu) tradicional passeio pelo Morro do Papel, também conhecido como Trilha do Bambuzinho. Subindo ofegante nem reparo direito num alambrado que veio me acompanhando e de repente cruzou na minha frente. Eu já estava pensando em tirar uma foto dele quando de repente ele fechou meu caminho! Aí num teve jeito.

dsc02368

Subi empurrando e procurando um lugar para passar e retomar meu caminho. Subo mais um pouco e quem corria ao meu lado, insistentemente cacarejando e claramente se exibindo? Eram duas siriemas…

Mas eram siriemas pequenas. Talvez fossem filhotes. Provavelmente as menores que já vi, mas já corriam e tinham a penugem de adultas. Pena é que quando parei a bici para fotografar, mesmo com cautela, elas se afastaram um pouco. Calculei que estavam provavelmente assustadas com o trabalho dos operários, carros passando…É que ao lado, a uns 40 metros, está passando o caminho do condomínio…A cerca termina num alto de morro e sigo pelo caminho quase certo. A chuva tinha mesmo deixado o terreno propício. O freios estavam bons e os pneus agarravam bem, desci quase tudo montado.

O gavião só de guarda, pousando no alto das pequenas árvores que se espalham pelos morros. Quase não bate as asas. Só as abre e manobra até a próxima guarita. Eu não queria arriscar o queixo e só no final desmontei, por segurança. Mas até na entrada do tal Bambuzinho estava pegando bem o tal do grip. Fotos na sombra, filmagens.

dsc024061

Inicio o retorno e o sol aparece com força. É só subida até a arvorezinha, e subo constatando que as motos continuam contribuindo para a péssima decoração da paisagem, soltando pedaços pelo caminho afora. Quase na chegada, alcanço dois ciclistas com as bicis cheias de lama, dizem que vêm de Macacos. Depois de fazerem a já célebre pergunta “essa trilha vai dar aonde” eu me seguro para dar uma resposta decente. O cara me diz que está indo pro bar do Marcinho. Insiste que queria chegar no bar do Marcinho. Eu lhe disse que a entrada para a matinha (que devia estar a maior lama?) já havia passado, o negócio era ele pegar a Speedway, pois estávamos literalmente aos pés da subida. Sigo meu caminho. Chegada ao carro sem maiores acontecimentos. Onze e pouco estava em casa. No final de semana eu pretendia voltar.

avatar04

Belo Horizonte, dia dois de outubro, de dois mil e cinco. Oito horas da manhã. Domingo.

Como não chovia desde a segunda-feira eu tava quase desanimado de pedalar sozinho na poeira de Perdidas. Até já acordei tarde. Mas tava tudo pronto e Perdidas seria a melhor opção. Imaginava erroneamente que todos os outros ciclistas estivessem no Iron, peguei as coisas e subi. O sol se escondeu providencialmente e dez e pouco eu já estava passando ali pela entrada da trilha, na ponte, aos pés da Speedway.

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Sem arrebentos de corrente desta vez, a trilha estava emocionante. Outros ciclistas entraram comigo quase simultaneamente, então a subida foi disputada, bufando. Na sombra. Desta vez apenas lembranças das poças. Uma laminha leve e a poeira já marcava presença. Peguei o mesmo caminho da vez anterior e pensava em fazer mais fotos do que na quarta. O tempo, apesar de nublado estava mais claro.

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Desviei-me antecipadamente da cerca e subi no pedal. Naquele lugar onde as siriemas corriam, naquela quarta, de onde a 40 metros passava uma estrada… agora tinha uma estrada que passava ali! Talvez as aves estivessem prevendo que o trator ia levantar e pulverizar a suas casas.

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Numa parada para descanso antes da descida pesada, ouvi bem alto os gritos dos pássaros, mas deviam ser outros. Os gritos vinham do vale, do outro lado, e eram muito altos. Duvido que aquelas pequeninas pudessem gritar tão alto. Consegui captar o som filmando o ambiente.

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A descida estava boa, porém mais seca e mais solta. Emoção, mas com segurança e precaução. No Bambuzim, tradicional sombra e sossego. Fotos, filmagens. Motocas passam moendo. Caiu um galho grande no caminho. É bom que as motos podem variar um pouco a vala de passagem.

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Na volta, sozinho e concentrado, só acertos na subida. O pedal rendeu demais.

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Vou reparando no lixo espalhado pelos tradicionais pontos de paradas dos usuários da trilha. Noto que o volume de detritos industrializados aumenta muito se comparado com o curto passar do tempo. No domingo catei várias garrafas que não estavam lá na quarta. E ficaram outras!

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Interessante: o pessoal sabe levar as coisas, mas não pode trazer de volta as embalagens…

coleta

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Comentários»

1. aroeira - outubro 14, 2007

amigos,

O que estão fazendo com o trecho da estrada real entre Rio Acima e Itabirito, na rodovia MG0?, saindo de BH, Hova Lima, Honório Bicalho, centro de rio acima,. bairro da Cortesia, Volta Dourada e paraleo á estrada de ferro e rio das velhas? Não sei não mas tem um tal de Palo Madeira que está levando só jipeiro para o local e haja poeira e estagos no unico trecho intacto da estrada real. alerta pessoal. Lá se vão o sossogo, a mata e o meio ambiente.]]

2. Aroeira - outubro 14, 2007

e tem mais. ciclistas são bem vindos no trecho. Jipeiros go home


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