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05>Gavião – Andorinhas>15.10.05 maio 20, 2006

Posted by bttgeraes in 1.
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Ficha Técnica

Localidade: Santana do Riacho – MG
Data: 15 de Outubro de 2005
Distância Total: 22km, em 7:40 horas
Reabastecimento d’água: sim
Sinal de Celular: fraco
Tipos de via:
estrada de terra: 2%
estrada de terra vicinal: 18%
trilha em campo: 40%
trilha em mata: 40%
Navegação: fácil
Nível de Dificuldade: intermediário
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Um dia de sol escaldante no Cipó não deveria começar assim tão cedo – e seco…Eram 9h e ainda tava longe de ser a hora em que sairíamos… eu mesmo não estava pronto, mas a essa hora tinha até pneu pra ser remendado, de forma que dava tempo de voltar em casa e pegar meus trem. Fomos sair do ponto de encontro, a pousada-base, só 10 e tal, depois de uma misteriosa demora fotográfica na igreja. Chegaram mais três ciclistas, agora éramos 20 e partíamos. Confirmarmos na padaria a rota e após uma subidinha escaldante, paramos novamente. Algumas desistências, agora éramos 15 e novamente partíamos, já sentindo os efeitos do sol sobre os cascos dos capacetes…

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Descida de terra com buraco, poeira e emoção. Impressionante como no primeiro terreno que o cara vê ele emociona e compra. Rafael quebrou o capacete e ganhou umas tatuagens novas na cara e no braço. Mas num perdeu o fôlego. Seguiu sempre como um dos mais animados. BTT é isso aí. Na veia.

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Uns carros corajosos ainda insistiam em continuar rodando, mas rapidinho ficou impossível. Agora era somente tração animal, e pegamos uma trilhinha pela mata totalmente adrenalizante. Cheia de obstáculos pedregosos que nos obrigavam a descer e empurrar, passava mais forte e bonito quem desmontava menos. As pedras vencem os pedais várias vezes… mais vezes na ida do que na volta!…

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Chegamos ao entreposto avançado e o que parecia uma casinha inocente que nos forneceria água acabou se transformando no portal do paraíso. Mas tinha que pagar 5 contos por pessoa pros filhos de D. Odília. Num grupo de quase 30 pessoas (exagerei, mas apareceram vários caminhantes que se agregaram neste momento…) pagamos R$4,00 por cabeça. Adentrando no paraíso, as trilhas arenosas imperavam, o que não impedia o avanço das bicicletas. Os mais habilidosos pedalavam, alguns empurravam, enquanto todos tentavam acertar o caminho por entre as sombras e diversas pedras que insistiam em tornar a passagem cada vez mais difícil e emocionante.

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Em paradas ocasionais pelo caminho, alguns nadavam pelo rio. Eu particularmente me esforcei para chegar inteiro ao poço. Não me arrependi, quase nunca me arrependo. Passava pouco das onze e meia e havia valido a pena. Chegávamos à cachoeira do Gavião.

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A queda d’água é incrivelmente delicada e o poço manso e claro como cristal, talvez esmeralda. Fundo e de águas cristalinas. Nadadas de encher os olhos e a barriga. Eram quase 13h quando resolvemos sair e o Everson resolveu quebrar o pé.

Logo depois da torção e da careta, o cara larga a bici e me pergunta:
– Qual é o procedimento?
Eu respondi:
– Põe o pé na água gelada – o que o Thales (eu acho) completou:- “E grita se tiver doendo!”

Num parecia nada grave, o cara foi incrivelmente corajoso e seguiu viagem. Nem sei como, mas conseguiu. Inda fiquei pra trás, conferindo e dando fim num lixo que estava ficando pra trás. O pessoal já estava seguindo para o segundo poço, o das Andorinhas…

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Cruzamos o rio, que fica na esquerda de quem volta e logo largamos as bicis. O terreno pode ser descrito assim: parece que tinham jogado as pedras ali, pois era virtualmente intransitável. Mas curiosamente todas apontavam para o mesmo lado (oeste?). Tivemos que pular com atenção de pedra em pedra para atingirmos, às 14:20, a queda d’água. Um poço bem diferente nos esperava: muito mais fundo do que o primeiro, com a água turva e muito mais carregada de material orgânico… e o sol já havia nos torrado o dia todo…

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Mergulhos ocasionais e água gelada fizeram bem para o retorno pelas pedras e pela areia, que nos levou até depois da casa dos filhos de D. Odília. Eu e o Humberto ainda paramos as BTTs algumas vezes: uma prá trocar o pneu, outras para conversar com os nativos e tirar as várias fotografias que trouxe comigo.

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Cheguei às 5:40 na pousada, depois de literalmente fritar num dia inteiro de sol, contato com a natureza e emoção, que só a bicicleta pode proporcionar. Eu não saberia dizer o nome de todos os participantes, mas sei que saíram inicialmente 20 ciclistas. A longa trilha e a dura volta obrigaram o grupo a se dispersar um pouco. Mas agradeço e compartilho com a maioria o desejo de retornar um dia.

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