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13>Altamira>19.03.06 maio 21, 2006

Posted by bttgeraes in 1.
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Ficha Técnica

Localidade: Nova União – MG
Data: 19 de Março de 2006
Distância Total: 19,9km, em 7 horas
Reabastecimento d’água: sim
Sinal de Celular: não
Tipos de via:
estrada de terra: 30%
estrada de terra vicinal: 20%
trilha em campo: 40%
trilha em mata: 10%
Navegação: difícil
Nível de Dificuldade: difícil
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A nova visão

Após 50km pela BR-381, sentido Vitória, chegamos à Nova Aparecida, às margens dessa rodovia, entrada principal do município de Nova União. 6km depois, passamos pela sede e já em estrada de terra, aceleramos o carro até Carmo do União, o segundo distrito. Mal acreditávamos em tanta sorte: domingo de estiagem, em semana de chuva. Passamos pelo Carmo e rumamos para Altamira. Assim que cruzamos essa pequena vila, vi que o bar da Vilma estava aberto, e ali trancamos o carro.

Comprando água em Nova União.

Comprando água em Nova União.

Subindo o vale do rio Preto.

Subindo o vale do rio Preto.

Era meio-dia e nuvens carregadas cobriam toda a região. A primeira perna dessa rota é feita por dentro do vale do rio Preto (no mapa) ou Mutuca (nome local). Por uma estrada de terra bastante irregular, ganha-se altitude para depois perder várias vezes, e depois de uma hora, subimos até o fundo do vale. Aqui, o rio Preto ainda está começando seu curso e já havíamos atravessado 4 ou 5 riachos, trocado de margem por 3 vezes e ganhamos alguma altitude, tudo em estrada de trânsito fácil.

Cruzando pequenos riachos que abastecem o rio principal.

Cruzando pequenos riachos que abastecem o rio principal.

Poucas moradias no alto do vale.

Poucas moradias no alto do vale.

Quando avistamos a cachoeira Alta, com seus 140 metros de altura, percebemos que a estrada se aproximava de seu fim. Uma porteira e a cachoeira já passou. A estrada se eleva e se desmancha em um terreno sem grip, um pouco de lama e pronto, entramos na trilha. Esse acesso é feito pelo quintal da última moradia do vale. A trilha entra por um samambaial e começa a lutar contra o terreno do fundo do vale, como se quisesse a todo custo escapar para o alto de suas vertentes.

Saindo da estrada segue-se essa trilha para subir a encosta.

Saindo da estrada segue-se essa trilha para subir a encosta.

A mata se fecha, o terreno muito liso e úmido é perigoso até para se ficar em pé. Empurramos sem poder ver o vale ficar pra trás. Amoras silvestres, outra linda cachoeira (sem acesso) e uma bica de água cristalina equilibram as emoções. Sem isso, esse trecho de empurra mandaria muita gente de volta pra casa. Depois de 25 minutos empurrando, a mata densa perde força, a claridade aumenta dando o sinal de que os campos se aproximam. Como num passe de mágica e insistência, “viramos” uma das vertentes do vale, ganhamos 300 metros na altitude em 1,5km de trilha.

Campos rupestres. Ao fundo a Lagoa Dourada já em Jaboticatubas.

Campos rupestres. Ao fundo a Lagoa Dourada já em Jaboticatubas.

Flora local.

Flora local.

O pior é imaginar que os campos de altitude não significam pedalar imediatamente. É preciso navegar e escolher a trilha certa. Elas estão lá, com o piso de quartizito puro, canaletas altas e irritantes. Mas por que trilha se os campos se abrem para o infinito? É quartizito que não acaba mais. Do primeiro “topo” até o “segundo andar” dos campos é preciso empurrar mais. Teste para as solas das sapatilhas e para a paciência dos bttistas. Agora sim, fica “plano”, mas só o suficiente para montar até o primeiro riacho. O perigo aqui é tentar zerar os riachos e experimentar o piso do campo, se não cair dentro d’água.

Os campos de altitude e rupestres se abrem ao redor, o vale do rio Preto agora é um cartão postal na face leste, abaixo de nós. À 1470m de altitude, milhares de blocos de quartizito se espalham, alguns menores, outros do tamanho de um carro, uma casa, etc. E para oeste, o vale da Lagoa Dourada, 3 ou 4km abaixo de nós, no Cipó. Silencioso e amplo. Arrebatador para os pequenos btts.

Rompendo na campina.

Rompendo na campina.

Nesse momento caía uma chuva fina e fria. Nos campos de vegetação rasteira, um “semi-abrigo” foi improvisado sob as rochas e ali em pleno domingo, almoçamos.

Caminhos até o horizonte do Cipó.

Caminhos até o horizonte do Cipó.

A expectativa de um retorno fácil foi frustrada. Conseguimos abandonar os campos, sentindo que as bikes estavam no limite, principalmente os freios, quadro e suspensão. Já de volta à estrada, entramos na escuridão de uma noite sem lua, sem estrelas e sem farol. Um retorno tenso para uma rota curta e dura, mas que vale pelas paisagens exóticas e pelo acesso “secreto” ao Parna da Serra do Cipó.

Trilhas estreitas com muito cascalho. Em alguns pontos mais matacões do que trilha.

Trilhas com muito cascalho. Em alguns pontos mais cascalho do que trilha.

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Comentários»

1. Giselle - agosto 9, 2006

O texto náo tem assinatura… mas o corsa azul dá pistas sobre o autor! Gostei muito da poesia, misturada com todos os termos “bettetistas” que não entendi. Mas tudo bem: as fotos estão lindas, e o resto é contexto.
Parabéns pelo trabalho do grupo!
Abraços

2. jerry adriani - dezembro 12, 2008

poe fotos cachoeira de altamira

3. Alexandre Marçal - fevereiro 27, 2011

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