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14>Cipó Velho>15.04.06 maio 21, 2006

Posted by bttgeraes in 1.
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Ficha Técnica
Localidade: Santana do Riacho . Jaboticatubas– MG
Data: 15 de Abril de 2006
Distância Total: 26km, em 6 horas
Reabastecimento d’água: sim
Sinal de Celular: não
Tipos de via:
-estrada de terra: 40%
trilha em campo: 30%
-trilha em mata: 10%
Navegação: difícil
Nível de Dificuldade: difícil
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Perdidos no Cipó Velho

Podemos dividir as rotas do entorno de Cardeal Mota entre as que estão à direita do asfalto, e visam os atrativos internos do Parque e aquelas menos conhecidas, que partem da margem esquerda da MG-10, seguindo em direção ao morros dissecados com vegetação de cerrado, acompanhando o rio Cipó à jusante.

Como as rotas internas do Parque já são tradicionais, nesse sábado decidimos ampliar as fronteiras do BTT “Cipó abaixo”. E foi com essa conversa que apertamos alguns amigos, até que nos fosse entregue o ouro, que nesse caso, é conhecido como Chirú. Informações e referências anotadas, partimos da já manjada padaria. Eram 11h00 e não fazíamos idéia de onde estávamos indo.

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O primeiro trecho é percorrido em estradão: longas retas entre fazendas. Pastagens, estradas vicinais e restos do cerrado formam a paisagem nos 40 min. iniciais. A Serra do Espinhaço, o Parque e agitação do asfalto ficam pra trás rapidamente.Desde o início ficamos atentos à navegação. Estes amplos horizontes nem de longe davam sinal do que estava por vir. Enfim, a primeira perna de trilha por onde ganhamos alguma altitude e mais alguns km de distância do parque. Observamos o relevo para onde a trilha “apontava” e notamos que a densa vegetação no fundo do vale era a certeza da presença de algum rio. E assim despencamos trilha abaixo. A vegetação seca e contorcida do cerrado foi cortada através de uma trilha técnica, com diversas valetas cheias de cascalho. Pura diversão com bastante arrojo. Ao fim da descida, um capão de mata fechada e úmida, restos de fornos carvoeiros e a quase certeza de que não havia saída possível. Ledo engano, a trilha evoluiu para um fiapo no meio da mata e, só na terceira tentativa, um btt achou a passagem escondida ao lado de uma árvore caída. Em menos de 50 metros a trilha desviou de mais 2 árvores derrubadas. Desafio técnico e adrenante zerar entre raízes e tocos de arvoredos cortados. Os desvios acabam e essa trilhinha desemboca na via principal, logo depois cruzamos uma nascente, ainda sem visão de horizonte.

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Um córrego seco foi palco de fotografias e mais debate sobre a navegação. Até que fomos expostos ao sol novamente.O relevo fica um pouco mais calmo, sendo possível até ver algum horizonte. A trilha se abre, quase uma estradinha em ascensão. Finalmente, depois de 3 horas de deslocamento, vimos uma moradia. Continuando a ascenção, nova bifuracação e com ela a constatação: antes de pedalar morro acima, deveríamos saber onde estávamos.Marcamos na carta o local e decidimos ir até a casa para buscar informações mais precisas. Só para vencermos a mata, a encosta e a pinguela até a casa, gastamos mais 30 minutos.

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Munidos de boas dicas, deixamos o Capão do Berto. O objetivo era alcançar o Chirú, cruzar a pinguela e retornar à Cardeal Mota. Mas não era mesmo dia de navegação fácil. Até que a estradinha literalmente desembocou no portão de uma casa perdida em algum ponto do cerrado. Batemos palmas como quem toca campainha, e um menino se aproximou desconfiado. Fred “Explica de novo. Não. Melhor. Mostra prá gente onde é essa entrada.” E o menino sai correndo pros fundos da casa e pra surpresa geral, volta com sua bike.

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Assim, durante quase 30 minutos, Frederico nos guiou pelo cerrado sujo. Percorremos trechos de single-track e estradinhas abandonadas. Passamos por pinguelas, bifurcações, encruzilhadas e até um milharal em direção a pinguela do Chirú. A impressão que ficou entre os 4 bttistas é que jamais acertaríamos sem nosso novo amigo. Até que na bendita pinguela do rio Cipó ele se despediu, e nos deixou responsáveis pela nossa própria navegação.

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Aí foi só alegria. Ganhamos terreno com velocidade. O mapa não mentia, o asfalto se aproximava. Socamos por mais 40 min. até que o trecho inicial de estradão, com pastos e restos de cerrado, reapareceu. E ali, quase na casa do Didi, onde tudo havia começado, fechamos a rota pelo Cipó Velho. Com 2 horas de atraso, e com uma nova visão sobre o Cipó.

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Comentários»

1. Camila - maio 22, 2006

Gui, ficou muito legal o blog, isso aí continua mostrando suas tão famosas trilhas com cheiro de btt. parabéns aos quatro bttistas.

2. Sussa - maio 31, 2006

porra do caralho o blog!

parabens pela iniciativa!

belas fotos!

3. João Marcos - junho 4, 2006

Fino
Sr. Guga, parabens pelo blog. Muito bom. Leitura tranquila e fácil. Junto com as fotos dão aquele gostinho de querer lá estado. Que muitas trilhas apareçam no caminho de vocês para que sempre haja um caminho novo para o qual se ler.
Agora de curiosidade, as trilhas são só pra bike ou tambem é possível percorre-las com mochila?


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