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17>Perdidas II>10.08.06 agosto 13, 2006

Posted by bttgeraes in Sem categoria.
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Ficha Técnica

Localidade: Nova Lima / RMBH
Data: 08 de agosto de 2006
Distância Total: 10km, em 01:30 horas
Reabastecimento d’água: Não
Sinal de Celular: Sim
Tipos de via:
-estrada de terra vicinal: 15%
-trilha em campo:
75%
-trilha em mata:
10%
Navegação: difícil
Nível de Dificuldade: difícil
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Entre Curiangos e Corujas

Trabalho, trânsito e poluição sufocam a quinta-feira em BH. O homem reage e o instinto de sobrevivência cria necessidades mais primitivas. O prazer de deslizar por uma trilha à noite se torna um desejo preciso. A moderna tecnologia dos celulares é o meio para concretizarmos a crença pré-histórica de que em grupos as roubadas são menores. Martuse está dentro.

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Junto com o Retiro das Pedras (leia-se Serra da Moeda), a Perdidas é a trilha-escola de toda uma geração de ciclistas. E quem a conhece, sabe que se alguém anda bem na Perdidas, anda bem em qualquer lugar. Infelizmente essa rota já tão tradicional vem adquirindo nos últimos anos uma fama marginal, sinistra. Primeiro, a onda de assaltos que é um problema generalizado das trilhas de periferia em BH, mas que a Perdidas normalmente assume um trágico destaque. Depois os motociclistas, que parecem considerar o ciclista só mais um obstáculo a ser superado, como um matacão de quartzito no meio da trilha. E no último ano, o “Vale dos Cristais”, aquele “super empreendimento imobiliário ecologicamente criminoso”, implantado a leste da trilha e que fez com que muita gente sentenciasse que “a Perdidas acabou”.

A verdade é que tanta conversa gerou uma lenda urbana sobre essa rota btt, e foi nisso que pensei quando trancamos os carros:”vamos ver qual é a real”. Entramos na trilha por volta das 18:40h depois de receber o incentivo do guarda da portaria do condomínio: “Vocês estão procurando indaca.” Logo fomos engolidos pela escuridão, onde o curto facho do farol não permitia que tirássemos o olhar da trilha nem por um segundo.

img_0797_blog.jpg

O corpo esquentou rápido, propiciando aclimatação e trazendo conforto logo na primeira metade da subida. A trilha ainda está lá. A espinha dorsal da Perdidas ainda resiste. Um longo e técnico single-track empoeirado, que bifurca em variantes batizadas pelos bttistas com criatividade: Conto de Fadas, Papel, Bambuzim, etc. Paramos algumas vezes para o Martuse tentar fazer um tipo de foto que requer um misto de técnica com sorte, onde o resultado (quando dá certo) é surpreendente. Mas só o que conseguimos são efeitos lisérgicos gerados pela longa exposição.

img_0801_blog.jpg

Finalizamos apenas a subida pincipal e arriscamos um breve ataque em direção à tela de arame do condomínio e outro à “arvorezinha da galera”, onde recebemos o melhor presente, a lua inchada e amarela.

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Antes de fazermos a descida de volta, mais uma seção de fotos, buscando o resultado satisfatório. Três chapas depois, a noite das Perdidas nos premia com uma imagem que revela claramente o tom desse rolé-relâmpago numa quinta-feira. O corpo arqueado, os olhos tentando enxergar além no difuso facho de luz, o vento frio de fim de inverno entrando pelas frestas do anorak. Apesar disso tudo, o sorriso tá ali, estampado na cara.

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Mais uma vez contemplamos as luzes da cidade ao fundo e gastamos uma breve prosa de amigos. Então quando calamos e escutamos somente nossa respiração é que percebemos que estávamos na barriga da noite.

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