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19>Alto do Mingu>07.09.06 setembro 17, 2006

Posted by bttgeraes in 1.
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Ficha Técnica:

Localidade: Nova Lima . Rio Acima – MG
Data: 07 de Setembro de 2006
Distância Total: 30km em 5h
Reabastecimento d’água: Não
Sinal de Celular: bom
Tipos de via:
-estrada de asfalto: 5%
-estrada de terra: 40%
-trilha em campo: 45%
-trilha em mata: 10%
Navegação: média
Nível de Dificuldade: médio
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Em busca da trilha perfeita

O 7 de setembro prometia mais um ataque de exploração à face sul do Espinhaço. O combinado era alcançar o trevo de Santa Luzia na BR-381 antes das 9:00h, evitando assim, o gargalo que se forma naquele trecho nos feriados. Mas uma pequena multidão parece ter pensado o mesmo, e logo no início da manhã, 4 btts com fome de trilha estavam presos dentro dos carros. Foi como se aquele mundo de centenas de carros parados em fila, rumando para o ES, não fosse o nosso.

A paciência se esgotou rápido. O Mingu surgiu como alternativa e a mudança nos planos foi inevitável. Gastamos mais de uma hora entre o aborto da rota Nova União, a travessia por dentro da capital, e a entrada nas serras do Quadrilátero Ferrífero, ao sul de BH. O clima mais ameno pelos lados de Nova Lima já serviu para trazer o humor de volta. Assim que entramos no distito de Honório Bicalho, a ponte sobre o rio das Velhas e a pracinha onde paramos os carros se mostraram agradáveis e receptivos.

A perna inicial dessa rota começa na Estrada Real. A partir da pracinha de Honório Bicalho, abandonando a área urbana ao cruzar a linha férrea desativada. Imediatamente tem início uma estrada de terra vicinal que acompanha o Rio das Velhas em direção sul, ou seja, rumo à sua nascente no município vizinho de Rio Acima.

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A estrada segue margeando o Velhas em típico “sobe-desce”, permitindo belos visuais do rio que, nessa região, ainda não recebeu a poluição do afluente Arrudas, na capital Belo Horizonte. Uma ponte abandonada da antiga RFFSA (Rede Ferróviária Federal S/A) deixa o passeio com um clima histórico. Apenas alguns km à frente e já entramos na periferia de Rio Acima. A passagem pela área urbana é breve o suficiente para cobrirmos 1 km de asfalto e rumarmos a leste, por entre casas simples da rua do Contorno, no bairro Boa Vista.

Em busca do “Alto do Mingu” voltamos à estradinha de terra que nos leva para longe dos terraços do Velhas, para encarar de vez, os contrafortes da serra. A escalada segue protegida na sombra da Mata Atlântica, uma ótima pedida para um dia tão seco de setembro.

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Após longo trecho de estrada em ascensão, a claridade retorna em uma curva fechada. A transição da Mata Atlântica para os Campos de Altitude é abrupta e o vento gelado aos 1.100m é o aviso de que mudamos de ambiente. Mas nada de alívio, a subida continua pela crista da serra, só que agora estamos expostos ao sol inclemente das 13h00. Éramos 4 btts negociando a navegação. Xande já havia coberto essa rota, mas no papel de convidado. Agora, era o principal responsável por guiar o grupo. As últimas subidas em estrada são ligeiramente mais confortáveis pelo lindo visual dos campos rupestres da crista da serra. Mas sem dúvida a escalada é longa e dura.
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Como estreante nessa rota, já estava ansioso pela perna de trilha. E apesar do cansaço, desconfiava que para compensar a longa ascensão, o single-track seria morro-abaixo. E não deu outra. A primeira trilhinha foi deliciosa, no melhor estilo “Perdidas”, mas sem motoqueiros ou matacões no meio da trilha. A redução drástica de espaço para a bike fez a pilotagem insegura após 2 horas de estrada. A expressão de cansaço começou a dar lugar a um discreto sorriso. E tome trilha. A baixada inicial foi substituída pelas primeiras declividades. O piso variava de cascalho para liso e duro, ou liso com muita terra fofa e solta. Vários trechos divertidos, adrenantes e técnicos. O grupo se espalhou pela crista do Mingu como se cada um quisesse curtir a trilha plenamente, com espaço e silêncio. A “recompensa” estava servida.

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A trilha serpenteia pela crista da serra. A função de guiar foi exercida por todos e à medida que os diversos “crux” surgiam, o pequeno grupo se reunia para novas fotos, filmagens e mais diversão. O vento de setembro continuava forte e frio no início da tarde. Definitivamente o cansaço aparecia menos em nossas expressões: agora era trilha de BTT, mesmo.

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O single-track se alterna em subidas e descidas até no mirante, onde percebemos que a navegação já era no rumo. O vale do Velhas se abria a nossa frente e Honório Bicalho já estava visível. A perna final de trilha baixou a altitude de 1000 para os 800m em menos de 20 minutos. A descida foi intensa. Técnica e força. Cérebro e pulmões. A poeira subia sem dó e todos atacaram morro-abaixo. Ao entrarmos na pracinha de Honório Bicalho, a escalada em estrada e a descida em trilha haviam se compensado. O Mingu havia sido apresentado com todas as suas faces.

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Comentários»

1. Giselle - setembro 18, 2006

Impressão minha, ou um detalhe preto-branco-preto-vermelho passou incólume pelo relato???

2. Xandão - setembro 18, 2006

Gostou ?? Foi um lindo exemplar da cobra Coral.

3. Bruno Nova Lima - fevereiro 9, 2008

Puta merda, a matéria ficou bacana demais, faço essa trilha com certa frequência, e é sempre mto boa. Valeu


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