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24>Retiro das Pedras>19.12.06 dezembro 22, 2006

Posted by bttgeraes in 1.
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Ficha técnica:

Localidade: Brumadinho – MG
Data: 19 de dezembro de 2006
Distância Total: 21km em 1h50
Reabastecimento d’água: não
Sinal de Celular: fraco
Tipos de via:
– estrada de terra: 15%
– estrada de terra vicinal: 10%
– trilha em campo: 60%
– trilha em mata: 15%
Navegação: fácil
Nível de Dificuldade: médio
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Enquanto isso, no Retiro, a perícia na delícia

Depois de alguns dias de chuvas das mais variadas intensidades a terça-feira amanheceu quente e limpa, ficando estável até o meio da tarde. A existência de um trato de atacar o Retiro das Pedras aumentava a ansiedade à medida que as 16:00h se aproximavam. Finalmente às 16:30h 2 bttistas subiram a BR-040 de carro.

O clima no momento da partida do posto era de que estávamos ali principalmente pela volta do sol e pelo prazer que a mesma rota havia nos proporcionado no sábado e no domingo. Com a diferença da luz clara de quase verão que agora dominava a paisagem na Serra da Moeda.

O carro foi trancado às 17:15h e optamos pela subida mais divertida até a portaria do condomínio, passando pelos fundos das casas do Jardim Canadá, na trilha rente à cerca de arame farpado até o campo de futebol da associação do bairro. Ali, deixamos do lado esquerdo as duas vias de acesso mais suave e encaramos o single no fundo do vale, mais cavado, escorregadio e com degraus.

1_img_5786.jpg

Pouco depois das 17:30h entramos à esquerda da portaria e acessamos a crista da serra. Do portão de aço até a antena usamos a variante à direita, que segue o muro para se aproximar da estrada só no final da subida. Essa escolha reafirmou o combinado de buscar as vias mais técnicas e mais divertidas conectando os single-tracks do manjado Retiro das Pedras.

Passamos batido pela antena sem sair da trilhinha que imediatamente conectou o down-hill de canga vermelha na encosta direita da estrada. Essa descida é atraente e prazerosa apesar das cangas cortantes, e dá importância ao equilíbrio para que a diversão não se transforme em contra-tempo, no melhor estilo “pode pirar mas não fure o pneu”.

De volta à via mais movimentada daquela parte da serra, nos aproximamos da entrada da rota da Matinha. Passamos por três ou quatro baixadas muito pedregosas e por uma subida de pura canga preta onde os pneus pareceram rasgar nas pontas das rochas. Já na face leste da serra, um declive técnico deixa a 040 debaixo dos nosso narizes. O uso intenso dos freios é interrompido com uma bifurcação das mais técnicas à direita. Enquanto o cara freia tudo, reduz as marchas, muda radicalmente a posição do corpo e rompe à direita em um fiapo de trilha para dentro do capão.

Uma floresta em pleno campo rupestre, carinhosamente apelidada de “Matinha”. Nada mais do que uma estreitíssima linha de trilha que serpenteia capão adentro, num aclive que mal chega a endurecer. Mas o espaço mínimo de passagem, a vegetação mais encorpada dessa época do ano que bate nos braços e na cara e os obstáculos como troncos, raízes e pedras no piso são uma boa chance de se testar a garra e a perícia por 5 ou 6 minutos.

2_img_5788.jpg

A conexão depois da Matinha foi por um falso retorno até o caminho em estrada vicinal para o mirante da “Casa-Forte”. Às 18:15h chegamos no Mirante, alongamos, curtimos o visual do lado oeste da serra da Moeda, dessa vez com Casa Branca bem abaixo de nós, e às 18:19h partimos.

Retornamos descendo até o acesso à direita da baixada, direto para o crux preferido do BTTGeraes em 2006. Dali para o descidão de cascalho branco zerando, antes, o “s” de areia solta e socada e cascalhos diversos, pura perícia em marcha reduzida.

O retorno definitivo foi antes do sítio da casa rosa pois preferimos manter a busca pelas trilhas voltando “por dentro” até o contato visual do acesso do Mirante novamente. Agora sim. Estávamos rumando de volta.

Na subida que antecede a antena a Moeda surpreendeu mais uma vez. Um foco de chuva mínimo, condensado numa estreita faixa que despejava forte sobre uma área também pequena. A luz do sol de verão que ainda durava, dourava a cena, que nos prendeu por minutos. Uma foto pra registrar e em pouco tempo estamos de volta na portaria.

22_img_5791.jpg

Por sorte decidimos descer pelo mesmo caminho da ida, que nos proporcionou, além da nossa imagem para o cartão de fim de ano, uma descida digna do último rolé de 2006. O ano do BTT. A bateria da câmera acaba imediatemente após o click como que num sinal de que era hora de terminar sem mais paradas. 19:15 estávamos de volta ao posto.

4_img_5794.jpg

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Comentários»

1. alguém que lá esteve - agosto 29, 2007

Este relato-relâmpago aparece despretensioso no início, passa por técnico e extremamente minucioso para finalmente desbrochar no descrever singelo de uma chuva ao longe, numa tarde iluminada sobre a ferrugem das serras mineiras.

A foto panorâmica do crepúsculo chuvoso (argh!) ficou muito boa.

Ê Ritiru siô… inda tem?


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