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25>Serra do Cipó X3>19.01.07 fevereiro 7, 2007

Posted by bttgeraes in 1.
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Ficha técnica:

Localidade: Santana do Riacho . Jaboticatubas – MG
Data: 21 de janeiro de 2007
Distância Total: 25km em 6h
Reabastecimento d’água:
sim
Sinal de Celular: razoável
Tipos de via:
– asfalto: 20%
– estrada de terra vicinal: 20%
– trilha em campo: 25%
– trilha em mata: 30%
Navegação: intermediário
Nível de Dificuldade: médio
………………………………………………………………………………………

cavalo_054451.jpg

Na terra do marimbondo-carniceiro

Os destaques dos  trechos descritos a seguir são as conexões pelas trilhas  pouco frequentadas na região do Cipó, técnicas divertidas e técnicas com piso variando de cascalho fino até terra vermelha úmida. Esses tipos de superfície são uma vantagem em relação à areia fina e branca que ocorre na área interna do Parque Nacional, e que detona qualquer equipamento, como na rota do Cânion Bandeirinhas.

Nesse domingo os 5 bttistas se uniram em frente a padaria e rumaram pela MG-10 até a entrada à esquerda em direção à Santana do Riacho/Lapinha/Camping da Zulma e o G-3, sendo esse último nosso alvo inicial. Logo no primeiro “passa-um” na cerca à direita da estrada, após a Pousada Carumbé, começa a trilha de acesso ao G-3. A passagem é feita por entre árvores e arbustos com várias curvas onde predomina uma suave ascensão. À medida que deixamos a estrada para trás, a trilhinha serpenteia exigindo braços e pernas logo no início do passeio. A temperatura sobe dentro da mata úmida até que as árvores se afastam deixando subitamente à mostra as altas torres do complexo de calcário metamorfizado, nacionalmente conhecido como Grupo-3, o ninho dos escaladores da área.

012100031.jpg

Depois de algumas brincadeiras no boulder ao lado da via Melzinho na Chupeta, descemos até a metade da mesma trilha que havia nos trazido da estrada, onde acessamos uma variante, agora à direita, para sair da área do Grupo 3. Esse caminho segue para oeste ganhanhando largura ao subir um trecho de cascalho. Logo depois de um topo, despenca pra dentro de uma mata fechada, ficando muito escorregadio e irregular. Um por um assumimos posição de ataque e mandamos pra baixo, desviando dos mal-intencionados tocos de raízes, valetas e pedras. Quando os braços ameaçaram arder, a mata se abriu novamente e as bikes aterrisaram nas margens de um açude volumoso cercado de goiabeiras.
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Atacamos as goiabas e a encosta oposta do açude com as coordenadas fornecidas antes pelos nativos. Rapidamente achamos o ponto onde essa trilha encontra a mesma estrada de terra que ruma para Santana do Riacho, fechando o circuito que batizamos provisoriamente de G3. Mesmo com a estrada que nos levaria de volta ao asfalto bem na nossa frente, refizemos todo o trecho descrito desde a MG-10, ao contrário. Afinal, o único compromisso no domingo era com a diversão.

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Voltamos à padaria onde lanchamos e recarregamos os refis de água. O objetivo agora era subir até a igreja e de lá descer até o rio Cipó, usando o acesso mais curto. Assim fizemos e logo um fiapo de trilha saindo da rua de terra nos jogou na margem direita do Cipó. Nas marchas intermediárias as cinco bicicletas ganharam a grama verdejante e em fila indiana fomos seguindo rio abaixo: Prainha… campinho…. Onde não era trilhinha rasa de areia branca era grama pura. Prazer mesmo era passar a menos de 20cm da margem e olhar a água cor de coca-cola embaixo do pédivela! Poucos metros depois da Fonte da Vó, achamos nosso pedaço particular no Cipó.

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Com as baterias recarregadas nas águas da face oeste do Espinhaço, partimos para o ataque final. Com certa dificuldade atravessamos o alagado que liga a Fonte da Vó à rua de terra, e de lá, subimos ao asfalto. Após a mercearia do Marquinhos, no novo trevo redondo da MG-10, seguimos no sentido Cipó Velho. Agora em estradão de terra, uma sequência de baixadas faz a poeira subir na tarde cipoeira. O grupo ainda não sabia, mas o rio Cipó estava ao nosso lado novamente e seria em breve nosso anfitrião, dessa vez poucos quilômetros à jusante da ponte do Veraneio. Sempre na via principal, passamos a porteira de ferro que marca o acesso à Lapa do Urubu e seguimos em frente. A encruzilhada da Fazenda Cipó é o crux da navegação, hora de entrar à esquerda e voar por cima da ponte de madeira maciça.

012100321.jpg

Agora, já na margem oposta do rio, seguíamos rumo leste para voltar ao asfalto. Uma última conexão dá o clima final: mais uma cerca às margens da estradinha vicinal e uma encorpada mata protege nossa rota. Mais um trecho de trilha bem batida na sombra. De repente, uma bifurcação e a trilha se aperta, a luz diminui, até que o inseparável rio Cipó surge uns 12 metros abaixo do Pedrão. Pausa para fotos em clima turístico e as btts ali, encostadas mais uma vez.

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Montamos e retornamos à trilha principal, ainda com a proteção da mata densa e rica. Na penúltima subida do dia, mesmo que suave, as pernas ameaçam arder. Logo em frente, um novo trecho de descida com rochas em degraus e encostas escorregadias e finalmente, a última súbida. Chega a ser irônico, no desafio final, um misto de leve esgotamento e prazer. É preciso pela enésima vez nesse domingo usar o cérebro e as fibras para superar várias irregularidades na trilha morro acima. Equilíbrio com o coração batendo forte.

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16:30: O sol bate com força na Fazenda do Campinho. O mormaço e os equipamentos espalhados em volta das bicis sujas. A roda d’água imensa e a madeira velha… o tempo parece parar por alguns instantes. Só um refri gelado é o suficiente. Olho para os compadres cansados…ninguém fala nada. “Sol, matas, rio, trilhas, btts e o velho Cipó…energia eterna irmão”.

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Comentários»

1. GuStGoN - fevereiro 9, 2007

Aeeee doido… o site de você é muito bom !!!

2. Rafael - abril 24, 2007

E aí Diogo, tá na ativa ainda, feliz de vc’s.
Para mim acabou (por enquanto), sem carro e morando na pampulha, adeus ao mato. Me resta somente desbravar a Universidade Federal, onde já até circulei por lugares perigosos onde nem mesmo a guarda interna ronda lá, assim eles me disseram e me alertaram. Volta na lagoa da Pampulha nem se compara com a mais mixada trilha.
Falô Diogo
Rafael BH

3. Gustavo Corrêa e Castro - abril 25, 2007

essa mensagem é pro rafael. Eu também moro na pampulha, não tenho carro e nunca dei adeus as trilhas, acho q vc deveria ter um pouquinho mais de força de vontade e sair da federal um pouquinho pois temos muitas trilhas ótimas na região de são josé da lapa, lagoa santa,vesapasiano e região, pelo menos uma vez por semana saio sozinho e faço algumas trilhas já conhecidas, graças a deus nunca tive problema nenhum em relação à assaltos, geralmente dá em torno de 50 a 70 KM ida e volta e em relação a lagoa, todas as 2ª e 4ª sai um pelotão da igrejinha que da três voltas a 30 KM por hora, vai la pra ver se é fácil. um abraço gustavo.

4. rafael - maio 8, 2007

Caro Gustavo, seria um enorme prazer conhecer trilhas na região, como vc disse em São José da Lapa, Lagoa Santa, Vepasiano, isto dando para chegar no pedal devido a falta de motorização. Sinto muita falta de quando morava no Anchieta, a um quarteirão da avenida Bandeirantes, onde no máximo em 30 minutos já estávamos no BH Shopping, onde as forças eram despendidas nas trilhas e não muito no asfalto. Gosto de pedalar e admirar as paisagens, de preferência em áreas rurais, pois acho as voltas nas Lagoa da Pampulha monótono, onde se pedala por aproximadamante por 35 minutos constante, sem decidas para dar a gostosa adrenalina. A pampulha é bom para quem tem as Biks de asfalto e/ou que não mora na região, mas para quem gosta do mato, as voltas lá tornam-se tão somente para uma atividade física, não tendo junto a emoção das trilhas. Não deixo de dar minhas voltinhas na Lagoa embora não muito frequente, pois adoro pedalar.
Falô.

5. CLEUZA - março 27, 2008

EU ADOREI AS IMAGENS. QUE LINDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!

6. joao messer - abril 4, 2008

Para: Gustavo Corrêa e Castro
Oi Gustavo tudo tranquilo! Moro na região da Pampulha e a pouco tempo comprei uma bike razoavelmente boa onde eu possa andar em trilhas com certa segurança.
Por falta de companhia e de não conhecer trilhas em matas acabo ficando limitado; ficando só por conta das voltas rotineiras na beira da lagoa, pena!!!
Quando vc for sair para pedalar em algumas trilhas com a sua turma se quiser me da um toque eu animo total ou até mesmo “montar” um grupo …
Aí vai meu email: joaomesser1@hotmail.com
Valeu
João Messer

7. Julio Cesar Alves da Cunha - maio 1, 2009

Essa é pro Rafael e pro Gustavo. Moro tb na região da Pampulha, perto da AABB, e finais de semana costumo pedalar sozinho em trilhas na região metropolitana , tipo Rio Acima. Minha turma parou, se quiserem companhia é só contatar, ok? Abraços

8. Julio Cesar Alves da Cunha - maio 1, 2009

Esqueci. Meu e-mail é juliocac001@hotmail.com

9. Maria Célia - setembro 10, 2011

Adorei Tom. Que delícia de programa hein!! Estórias bem contadas e fotos deslumbrantes. Grande beijo…


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