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26>Ciclovia>25.01.07 fevereiro 8, 2007

Posted by bttgeraes in Sem categoria.
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Enquanto no interior do sudeste brasileiro o verão parece condenado a intermináveis brumas, no litoral o verão está acontecendo.

Uma viagem a Piratininga (Lat. 22.383ºS e Long. 43.117ºO, Decl. Mag. 21º40’O, Ref. GPS Garmin 38) abre possibilidade para novas aventuras.………………………………………………………………………………………

Ciclovia

Ficha técnica:

Localidade: Nitérói, RJ
Data: 25 de janeiro de 2007
Distância Total: 14km em 3:40h
Reabastecimento d’água: não
Sinal de Celular: sim
Tipos de via:
– estrada de terra: 10%
– estrada de terra vicinal: 82%
– trilha em mata: 8%
Navegação: fácil
Nível de Dificuldade: médio
………………………………………………………………………………………
objetivo-05477.jpg

Para quem teve a curiosidade de procurar no mapa, Piratininga é uma restinga e fica numa área do estado do Rio de Janeiro conhecida como Região Oceânica (ou R.O.). O crescimento da população e a consequente ganância imobiliária, aliada à degradação ambiental, estavam soterrando a lagoa para a criação de mais terrenos. Uma parcela da população esclarecida da região, através de seus representantes, resolveu criar uma via fixa para conter o avanço da terra sobre as águas da já sufocada lagoa. Esta via foi batizada de ciclovia e tem o acesso restrito a veículos de tração animal e pedestres. Raros são os carros e motos que se aventuram na estradinha quase totalmente esburacada e sinuosa quevai contornando e protegendo a lagoa

.lama-05473.jpg

rumando-05480.jpg

O dia amanheceu quente. Céu azul e pouco vento. Após o café da manhã e o banho de mar, voltei para casa e arrumei o equipamento. Chuvas passadas haviam deixado cheia a lagoa, que junto com o sol formavam um convite irrecusável para quem desejava um dia de pedal quase leve. Havia a possibilidade de fazer esta rota com uma antiga Phillips emprestada, praiana, local. Mas a buraqueira era muita e além disso eu não pretendia ficar apenas na ciclovia. Meus planos incluíam um ataque pela mata. Água, protetor solar, chapéu… (que me desculpem os ativistas, mas antes de tudo sou ciclista, e não mountainbaiquer. Eu levei a btt, mas em nenhum momento me ocorreu levar o capacete…) ferramentas, bomba, máquina fotográfica com pilhas e espaço em disco. O objetivo era atingir o ponto extremo da ciclovia, no outro lado da lagoa, distante uns seis quilômetros em sentido anti-horário. Saí por volta das 10h, em direção contrária à da praia. Passando por tranquilas ruas de terra, sombreadas por grandes amendoeiras, aprofundei-me pelas vielas da comunidade. Logo atingi a orla da lagoa. Casas de tijolo aparente, lixo espalhado e muito entulho. Além das inúmeras poças de lama, muitos são os pássaros, cachorros vadios, cavalos e diversos os tipos de árvores que compõem a paisagem. Singoltreques ocultos no mato das bordas da lagoa completam o cenário.

lama-05627.jpg

Após quilômetros de buracos, poças d’água e muitas crianças brincando, atinjo o canal, onde antigamente se pescava muito camarão. Hoje em dia alguns poucos pescadores insistem, mas retiram muito pouco das maltratadas águas da lagoa. Do outro lado do canal, o cenário começa a mudar. Continuam os buracos e as poças de lama,mas as casas começam a rarear e o zumbido da mata se faz presente. Mais algumas pedaladas e a mata toma conta de tudo. Começam a surgir várias entradas de trilha à direita, indicando que o objetivo está próximo. Como tenho muito tempo, arrisco entrar uma picada na mata para ver onde dá. Alguns metros de trilha e encontro um belo poço, que outrora deve ter sido muito procurado pela água cristalina que ainda hoje brota do chão. Os mosquitos me obrigam a abandonar rapidamente o lugar, me empurrando de volta para a ciclovia..

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Sigo viagem olhando fixamente para a grande montanha negra de granito que marca o final do trajeto. Uma subida forte e surgem algumas mansões semi-ocultas pela mata, certamente em desacordo com a legislação ambiental vigente. A estrada desce e solto os freios. De repente a lama ameaça tomar conta da passagem, e depois de uma curva a surpresa: fim da linha, e início de um estreito caminho, mata adentro,na laje de pedra que delimita o fundo da paisagem

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aprox-na-pedra-05493.jpg

Tento subir pedalando mas a inclinação da rocha o calor dificultam as coisas. Prefiro empurrar para não colocar em risco o equipamento e rapidamente atinjo o alto da pedra. É a entrada de uma trilha na mata. Dali posso ver quase toda a lagoa, com a restinga ao fundo. O oceano azul brilha do outro lado e o sol promete, além da bela tarde, um retorno tranquilo e muitas outras aventuras.

ataque-na-pedra-05495.jpg

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Comentários»

1. marise bmc - fevereiro 23, 2007

Tudo super lindo. O Estado do Rio é mesmo um paraíso, e ainda intocado em muitas e muitas partes, com a riqueza da mata atlântica á disposição de quem merece, isto é, de quem está disposto a enfrentar as dificuldades com determinação. Obrigado por esta narrativa e pelas fotos que me levaram até lá junto com você. Abração e não se esqueça de me levar sempre junto.

2. Cristina LBM - abril 24, 2007

Apesar do tempo e do descaso de muitos… Piratininga ainda é LINDA!!!!!!!!!!
Quanta saudade de comer peixe num velho bar ao lado da lagoa!
Ainda voltarei… Merci!
Bjs.

3. LEAO - maio 12, 2009

É UMA VERGONHA ESTA LAGOA DE PIRATININGA, MUITOS INVASORES, ENFRENTE A UMA PRAÇA TEM DUAS RUA QUE SAEM NA LOGA QUE FORAM BLOQUEADAS POR UMA IGREJA E A OUTRA POR UMA RESIDENCIA, QUE OS SUPOSTOS PROPRIETARIOS, NÃO MORAM
ALUGAM PARA OUTRAS PESSOAS.A PREFEITURA DEVERIA OLHAR MAIS
POR ESTA LAGOS. ESTÃO COLOCANDO POSTES, QUE ADIANTA, POIS A LAGOA MESMO NÃO TEM TRATAMENTO NENHUM.
” V E R G O N H A “


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