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36>Bias Fortes-Velha Dores>17.02.08 março 26, 2008

Posted by bttgeraes in 1.
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Ficha técnica:

Localidade: Bias Fortes – MG
Data: 17 de fevereiro de 2008
Distância total: 63 km em 5h
Reabastecimento d’água: não
Sinal de celular: fraco
Tipos de via:
– estrada de terra: 35%
– estrada de terra vicinal: 25%
– trilha em campo: 25%
– trilha em mata: 15%
Navegação: médio
Nível de dificuldade: médio
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A rota 36 traz o caminho que liga a cidade histórica de Bias Fortes até Velha Dores, como é conhecida a antiga Dores do Paraibuna, hoje parcialmente submersa pelas águas da Represa Chapéu D’uvas.

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O dia amanheceu ensolarado e o longo trecho até Bias Fortes foi percorrido de carro. Chegando lá encontramo-nos com Edras e Rafael, dois motociclistas que nos ajudariam na empreitada.

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A saída se deu meio tarde. Eram quase onze horas e estávamos entrando na trilha. O sol já castigava e logo nas primeiras subidas a natureza já nos presenteava: esta é a cachoeira que na volta nos refrescaria.

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O caminho de terra vermelha estava bem compacto e a poeira era pouca. A mata úmida e barulhenta se avoluma à medida que nos afastamos do antigo quilombo.

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Cercas cruzam os pastos, dividindo a ganância pela mãe terra. Antigas fazendas e seus currais são as únicas construções que vemos pelos esquecidos caminhos. Velhas porteiras regulam o trânsito local. Para nossa sorte muito da estrada vicinal é sombreada. O cantar dos passarinhos e o ensurdecedor zumbido dos insetos são onipresentes. Inúmeras cachoeiras irrigam as encostas de pedra que cercam as trilhas.

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De repente, por detrás de uma curva, de cima de uma ponte, avistamos as torres decrépitas. Cercada de intensa vegetação e placidamente esquecida às margens da represa está a velha matriz da Antiga Dores do Paraibuna, igreja conhecida como Colônia de São Firmino..

Ficamos apreciando de longe porque ainda não era hora da aproximação. Após 28 km percorridos sob sol escaldante, apenas 3km nos separavam da Nova Dores, onde iríamos primeiro repor as energias.

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Sentados na praça principal do vilarejo pudemos aproveitar a sombra e descansar. Troquei a câmara de ar, furada por algum espinho do caminho. Eram 13:40h e após o lanche poderíamos retornar. Conversas com os garotos nativos nos demoveram da vontade de nadar nas águas de Chapéu D’uvas. Além dos vários casos de afogamentos por eles relatados, naquele mesmo dia as águas haviam feito mais uma vítima. Bombeiros e policiais militares esforçavam-se em encontrar um pescador que perecera naquele mesmíssimo domingo.

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Descansados e reabastecidos retornamos até a matriz que, paciente, aguardava nossa visita.. A chegada na silenciosa capela foi inesquecível. A vegetação era agora o único testemunho da outrora movimentada paróquia. O mato toma conta de quase toda a grande escadaria de cimento.

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Sem telhado, paredes agredidas pelo tempo, janelas vazadas. Apesar de abandonada, os detalhes preservam a imponência do templo. Ficaram o piso de cimento pontilhado de cruzes, os grandes pórticos e as torres, que de longe se avistam. Tudo é cinematográfico.

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Estiquei ao máximo a permanência naquele sítio, mas os companheiros sabiam da necessidade de partir. Além disto, o movimento dos bombeiros lembrava que naquela água não cairíamos, aumentando sensivelmente o calor reinante. Momentos de paz em meio a uma missa feita do canto dos passarinhos. Hoje o céu é o teto daquela casa.

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Retomamos o caminho da volta preferindo fazê-lo pela estrada melhorzinha. Não teríamos a sombra da ida, porém o terreno seria mais estável, o que nos possibilitava render mais no pedal. O sol inclemente e a falta referência tornam tudo mais penoso. Estávamos em 55km rodados quando em Colônia tivemos a sorte de encontrar uma boa alma que nos cedeu alguma água. Ainda buscando a cachoeira pela qual passáramos na ida, o caminho ia enchendo os olhos. Atravessamos os municípios de Santos Dumont e Bias Fortes, passamos pelos distritos de Valadares, Palmital, Colônia do Paiol e claro Dores do Paraibuna.

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O fim de tarde na cachoeira estava iluminado, mas precisávamos seguir viagem. Os motoqueiros já estavam em Bias Fortes e uma cervejinha no boteco foi inevitável. Depois disso, refresco na cachoeira não foi quase nada perto do banho que nos foi ofertado por Tatiana. Esdras e sua família foram extremamente generosos. Ainda teríamos longos quilômetros de carro pela poeirenta estrada, sob uma tempestade de raios. Levávamos apenas nossos sentidos aguçados e o desejo de voltar algum dia.

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Agradecemos indiretamente a todos que tornaram esta rota possível. Diretamente agradecemos a Tatiana e Esdras pela recepção, ao Rafael pela força de vontade e paciência. Ao Mateus pela foto da moçada no boteco.

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Comentários»

1. Vinicius Mundim Zucheratto - junho 1, 2008

Opa!
Muito bom o relato!
A igreja abandonada foi muito bem retratada!
Tá devendo um convite formal pra JF hein?? Em julho tô de férias, devo ir a goiânia, mas depois rola hein hehehe

Abraço!

2. Fla Coda - julho 23, 2008

Lugar lindo…
Só pelas fotos já dá vontade de fazer as malas…
Elogio particular:
A elaboração do texto está maravilhosa…
Praticamente uma poesia…

Bjs =)

3. Manuel Francisco P. Gonçalves - outubro 28, 2008

Boa tarde gostava imenso de percorrer essas trilhas como poderei ir aí estou em Portugal

4. Manuel Francisco P. Gonçalves - janeiro 26, 2009

Olá amigos digam-me como poderei ir percorer esse maravilhoso percurso’
obrigado

Rodrigo Müller - fevereiro 24, 2010

Olá Manuel, visite http://www.rotasguiadas.webs.com e entre em contato conosco!

Obrigado

5. Amílcar José - junho 30, 2009

Sou de Bias Fortes, faço trilhas de bike quando lá estou, e naum conheço todos esses lugares.
Onde eles ficam, gostaria de localizá-los para conhecê-los.

6. Tatiana - outubro 25, 2009

Essa nossa região de Bias Fortes é mesmo linda.Venham conhecer.

7. Paulo - maio 10, 2010

Super legal.
Não conheço mas vou conhecer

8. Alan Amaral - setembro 7, 2010

Sou de Bias Fortes e sou obrigado a concordar, aqui é um lugar ótimo de se viver e, além disso, considero como uma das cidades mais lindas de Minas. Vale a pena conhecer! Quanto ao texto, ficou ótimo, muito bem elaborado. Creio que foi uma experiência inesquecível…

bttgeraes - setembro 14, 2010

Olá Alan, con certeza foi uma experiência inesquecível. Bias Fortes tem algo especial, estamos ansiosos para retornar. Abraços


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