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37>São Thomé das Letras>14.06.08 setembro 9, 2008

Posted by bttgeraes in 1.
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O dia 13/06 foi reservado para o deslocamento JF – Sobradinho. A passagem por Cruzília deu mostras do que seria o pedal no dia seguinte. Depois da chegada na base, um giro breve para reconhecimento do terreno. A pedalada no final da tarde rendeu um lindíssimo visual do pôr-do-sol, além de revelar a entrada de um poço, alvo de explorações futuras… A base fica a 13km de S. Thomé. Estávamos na casa de Elsio, generoso amigo que nos emprestou o simpático sobrado, encravado na montanha, aos pés de uma serra de calcáreo quase azul.

À noite, de carro, visitamos a vila de São Thomé das Letras. Conversando com moradores, o planejado para o dia seguinte ficou sendo sair em direção a S. Thomé, atravessar a cidade e entrar no Parque Antônio Rosa pela toca da Bruxa. Dali cruzaríamos a serra, alcançando a cachoeira conhecida como Antares.

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Ficha Técnica

Localidade: São Thomé das Letras – MG
Data: 14 de junho de 2008
Distância total: 60 km em 11h
Reabastecimento d’água: sim
Sinal de celular: fraco
Tipos de via:
– estrada de asfalto: 03%
– estrada de terra: 72%
– trilha em campo: 19%
– trilha em mata: 06%
Navegação: fácil
Nível de dificuldade: médio

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Acordamos cedo e ansiosos, saindo da cama por volta das 8h. Partimos quase 9h e logo pegamos a poeirenta estrada que leva até a cidade. Ao passar pela encruzilhada do caminho que, sem atravessar a cidade, também leva até a cachoeira, resolvemos mudar de planos: atacaríamos Antares em primeiro lugar, e na volta visitaríamos todas as outras cachoeiras do trecho.

Assim fizemos. Logo nos primeiros 3km minha corrente arrebenta, mas rapidinho eu a consertei. Toca para Antares. Numa incrível coincidência, encontramos com o Elsio em pessoa que, montado na sua caminhonete, seguia de Tiradentes para São Thomé e nos confirma o caminho. E também sugere uma visita à cachoeira dos Leme, um pouco depois de Antares. Será que tentaríamos chegar lá?

Encaramos com vigor o belo trecho de aproximadamente 18 km sem muitos motorizados, cortando as serra num sobe-e-desce muito divertido até que atingimos a entrada da trilha. Antares fica numa saída para a esquerda, numa curva da estrada para a direita. Uns quinhentos metros de singoltreque leve separam a segunda parte do caminho. Mais um bocado de trilha agora totalmente técnica e molhada na linda mata, entre pedras e raízes, para chegar ao poço. Depois de descer grandes degraus e pular algumas árvores, chegamos. O poço não apresentava grande volume de água e o sol não estava quente o suficiente para um mergulho. Momento de fotos e toca voltar. Queríamos conhecer os outros atrativos.

Optamos por voltar para o lado de S. Thomé, deixando a misteriosa cachoeira dos Leme para uma outra oportunidade. Voltamos pelo tobogã de terra sob o sol tímido de um dia claro de junho. O caminho muda para chegar na queda conhecida como Véu de Noiva. Ali sim, nadamos. O Véu de Noiva de São Thomé é uma bela cachoeira que fica praticamente na beirada da estrada, porém encravada dentro da propriedade de uma senhora, que fez um boteco na entrada.

Pertinho do Véu de Noiva fica o poço Paraíso. A foto pode até não ter ficado excepcional, mas o nome já diz tudo!

O acesso para a Cachoeira do Flávio é também feito por trilha técnica. Senti uma energia muito boa e revigorante ali. Conhecemos Sérgio, um artesão local e seu filho Rudá. Eles nos presentearam com boa prosa e umas mexericas docinhas e salvadoras.

Para acessar a cachoeira da Eubiose, a última à nossa direita, somos obrigados a descer uma linda e emocionante trilha desenhada na mata, repleta de curvas e obstáculos. Um prato cheio para quem quer colocar o equipamento para funcionar.

Voltando para a cidade, uma conversa com o borracheiro Flávio nos encorajou a descer o asfalto para conhecer o Vale das Borboletas. Atravessando a estrada, na saída para Três Corações, descemos uns 5 km e alcançamos a fazenda onde se localiza o atrativo natural, um dos mais belos da região. O recanto é bem cuidado e arborizado, Somado à infra-estrutura do local aos seus simpáticos guardiães, tudo colabora para transformar esta atração numa das mais agradáveis que experimentamos em toda a empreitada.

A volta, íngreme subida no asfalto, foi marcada por um aprendizado doloroso. A subida foi o teste de resistência física e psicológica para quem havia pedalado o dia inteiro e ainda tentou pegar o pôr-do-sol no mirante. O esgotamento requereu carona providencial, que se materializou numa caminhonete com placa de Cunha-SP. Chegamos ao Cruzeiro exatamente quando o sol desaparecia no horizonte. Jogamo-nos no chão de pedras. Nesta superfície dura, mas ao mesmo tempo quente e acolhedora, um breve descanso antes do regresso.

Coca-cola e pão com mortadela. Frutas e algum cereal encontrado no fundo da mochila são bem-vindos. Vestimos lentamente nossos agasalhos, ajustamos as lanternas e partimos. Voltamos cortando o frio, o vento e a escuridão. Somente às 8:40h chegamos em casa. Banho, acender o fogão de lenha, fazer macarrão e o merecido sono. O dia foi longo e amanhã tem mais…

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Comentários»

1. Beth Gepp - setembro 15, 2008

Bacana a aventura e toda a descrição dela, curti!

Vc sentiu alguma energia mística por lá???? Faltou contar isso!!!

Gostei da foto da queda da borboleta, tá linda! mas a do crepúsculo tb merece destaque!!!

2. gabriel - outubro 5, 2008

a cachoeira de shangri-la e legau eu acho que eu vou nesa cachoeira e responde.

3. Adi Barbosa - dezembro 30, 2010

Parabéns pela aventura em são thomé, acesse novos roteiros no Portal e viva o bem-estar, viva!!


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