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39>Queenstown>22.10.08 outubro 26, 2008

Posted by bttgeraes in 1.
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Ficha técnica:

Localidade: Queenstown – Nova Zelândia
Data: 22 de outubro de 2008
Distância total: 32km em 4 horas
Reabastecimento d’água:
sim
Sinal de celular: sim
Tipos de via:
– estrada: 5%
– trilha dupla: 60%
– trilha simples: 35%
Navegação: fácil
Nível de dificuldade: médio
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A trilha descrita a seguir contorna a porção do lago Wakatipu conhecida por Frankton Arm. Localizado na região central do lago, esse braço separa a cidade de Queenstown do bairro península de Kelvin Heigths. Apesar de seu contorno urbanizado, o braço de Frankton ainda oferece a opção de ter suas margens percorridas por uma ciclovia-todo-terreno.

O lago Wakatipu e o seu braço chamado Frankton Arm

O lago Wakatipu e o seu braço chamado Frankton Arm

O ponto de partida dessa rota é a pequena faixa de areia no centro de Queenstown, que com alguma boa vontade, pode ser chamada de praia. Ali no asfalto, entre lojas e carros, grupos de turistas japoneses, chineses ou indianos se preparam para embarcar no próximo passeio de lancha, tudo de frente para os 290km2 do lago Wakatipu.

O braço de Frankton e as pernas da rota

(1) No canto mais vazio dessa prainha, começa a trilha que contorna o jardim público da cidade pela margem esquerda da pequena baía. Em poucos minutos de pedal a visada para a porção central do lago se amplia bruscamente. Logo depois a trilha muda de direção tomando o rumo do braço de Frankton (2), seguindo agora, exposta aos ventos que vêm da superfície do lago para a terra.

Inicio do rolé.

Início do rolé.

De frente pro lago.

De frente pro lago.

Mais alguns minutos e o lago Wakatipu fica para trás. A partir de agora, o caminho segue margeando a única reentrância do terceiro maior lago da Nova Zelândia. A via é utilizada por pedestres e por ciclistas, mas a placa adverte: não faça de Frankton Way uma trilha de mountain-bike. A variação de altitude quase nula permite um ritmo forte no pedal. Mas manter a velocidade é impossível já que a todo momento alguma coisa na água te chama a atenção – pássaros, barcos ancorados nos vários cais e claro, as lanchas rápidas com turistas de capacetes vermelhos. O vento costuma dar trégua à medida que nos afastamos do corpo principal do lago. Nesse trecho a trilha passa pelos fundos de hotéis, pequenos prédios e casas, sendo muitas vezes a única faixa que separa essas construções da água.

Sombra agradável.

Sombra agradável.

Double track.

Double track.

Com 45 minutos de pedal é possível cobrir essa primeira parte até a prainha pedregosa do bairro também chamado Frankton (3). Agora é cruzar a ponte, acessar a outra margem e seguir na direção oposta ao primeiro trecho. A diversão aumenta porque que a trilha fica muito mais irregular e estreita. Infelizmente, um imenso canteiro de obras quebra o clima logo no início dessa segunda perna. Mesmo com toneladas de terra e rocha sendo removidas por máquinas de grande porte, o lago permanece transparente e não há sinais de contaminação.

Fauna local.

Fauna local.

Ligação entre as margens.

Ligação entre as margens.

Já do outro lado do Frankton Arm a arquitetura das casas chama a atenção. Nada de hotéis nem blocos de apartamentos. Apenas casas com as fachadas de vidro para aproveitar o sol que bate aqui até o início da noite. Para alegria geral da técnica a trilha deixa de ser plana e monótona para serpentear entre rochas e árvores, sempre com o espelho d’água logo abaixo.

A vegetação é mais rica nas encostas por ali devido à ocupação totalmente residencial do bairro de Kelvin Heigths. A trilha segue espremida entre jardins e ocasionalmente, cruza com escadas que levam os moradores aos respectivos cais e barcos. Afloramentos rochosos surgem como muros rentes à trilha. Alguns no próprio caminho interrompem a pedalada ou desafiam para a zerada.

Pedestres têm preferência.

Pedestres têm preferência.

Pausa.

Pausa.

A trilha da primeira metade do rolé já está visível do lado oposto e a frase presente em várias placas se justifica: “Share with Care” (Compartilhe com cuidado). O ciclista precisa saber negociar a passagem com outros ciclistas ou pedestres. Seja um casal com cachorro, com o filho, enfim, todos passam por aqui a qualquer hora do dia. Por isso pegar leve na velocidade é uma ótima e necessária atitude.

Ganhando terreno.

Ganhando terreno.

Diversão.

Diversão.

O retorno à boca do braço de Frankton continua quando as casas se afastam da margem do lago e a trilha ganha ares de ciclovia novamente. O traiçoeiro single-track da lugar ao double-track ou gentle roling track (trilha larga e suave), com passagem para as duas mãos de circulação. Por esse terreno é feito o contorno da península (4), que leva o ciclista novamente para as margens do lago Wakatipu. Finalmente, o primeiro trecho da rota fica bem visível perto das árvores altas do jardim público. Talvez 100 metros separam uma margem da outra bem no gargalo fomado na entrada do Frankton Arm.

Pausa pra foto.

Pausa pra foto.

Pausa pro refresco.

Pausa pro refresco.

Toda a rota coberta até aqui é extremamente prazerosa e ainda tem mais. Para valorizar seu último trecho, a trilha volta a ser espremida contra o lago. O caminho serpenteia entre árvores e rochas novamente. Ao se aproximar do lago, um pequeno bosque traz sombra e ar mais fresco. Agora é escolher uma das pequenas faixas de cascalho e encerrar a primeira metade do passeio. O retorno pelo mesmo caminho garante a satisfação do cliente.

Último trecho.

Último trecho.

Descansando pra volta.

Descansando pra volta.

A volta.

A volta.

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Comentários»

1. Angela Sampaio - novembro 3, 2008

Belo trajeto! Bela paisagem! Aproveite bem.

2. Vinicius Mundim Zucheratto - novembro 8, 2008

Feinha esta foto hein?
Bacana demais, o BTTGeraes mundo afora!

3. Leo Faria - dezembro 20, 2008

Cara, muito bacana as fotos, a região realmente é maravilhosa! Show de bola! Aliás, todos os passeios que vocês fazem, lugares diferente e muito bonitos!


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