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41>Sant’anna II>28.02.09 março 11, 2009

Posted by bttgeraes in 1.
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Desde a ocasião do primeiro relato da Fortaleza de Sant’anna ficou o desejo de atingir o distrito de Chácara. Finalmente este dia chegou. A logística incluía ascender a Serra de Sant’anna, atingir Chácara e de lá rumar para Coronel Pacheco passando pela Pedra Quadrada (trecho também conhecido como Horácio) e depois por um lugar que batizamos simplesmente Jaboticabas.

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Ficha técnica:

Localidade: Coronel Pacheco e Chácara – MG
Data: 28 de fevereiro de 2009
Distância total: 54km em 5:30 horas
Reabastecimento d’água:
sim
Sinal de celular: fraco
Tipos de via:
– estrada de asfalto: 5%
– estrada de terra: 48%
– trilha: 57%
Navegação: médio
Nível de dificuldade: médio
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8:20 – A estrada estava ainda vazia quando saímos da base. Enquanto o sol expulsava as últimas sombras que insistiam em cobrir o fundo dos vales, vencíamos os derradeiros quilômetros de asfalto que nos separava da verdadeira diversão, na terra. A Fortaleza de Sant’anna esperava-nos, como sempre, de portas abertas.

Portão Principal

Portão Principal

Portal do Céu

Portal do Céu

9:00 – Logo na entrada pequenos trechos de rara beleza enchem os olhos e merecem atenção especial. Diferente da última vez, o piso estava mais seco, porém as armadilhas são uma constante. A base da serra é formada de brejos e matas que mesclam-se em terrenos escarpados, pedras imensas e com grande variação de altitude. O resultado? Trilhas técnicas, chão de pedra, alguns córregos para transpor, até um pouco de sombra! Tudo isso reunido numa brutal subida, considerada ‘casca grossa’ até pelos mais experientes ciclistas todo-terreno.

Subindo...

Subindo...

Olha uma serra lá longe...

Olha uma serra lá longe...

9:52 – Depois de muito subir, o alto da serra é magnífico e ao norte permite visão panorâmica daquela parte da região. Porém agora deveríamos olhar para o outro lado, seguindo pelo sul através do caminho até Chácara.

Panorâmica

Panorâmica

Trilha do topo > rumo sul

Trilha do topo > rumo sul

10:40 – De longe este caminho parece fácil porém de perto constata-se que a abordagem do terreno é bastante difícil. O sol, inclemente, parece querer roubar nossas forças. Apesar do calor, o lago estava com um nível de água considerado bom. Atingimos a primeira capelinha e fizemos uma pequena pausa para descanso. Depois, passamos por todas as porteiras azuis e pelas pequenas roças que pontilham a região. Ultrapassamos também a segunda capelinha do caminho. O extremo calor não permitia muita observação, então foi um longo trecho vencido a grande velocidade.

Sombra?

Sombra?

Obstáculos fazem parte do caminho

Obstáculos fazem parte do caminho

11:38 – A chegada em Chácara é sempre um alento para o viajante devido à aparência asseada de sua rua central, mostrando o zelo da população no tocante à limpeza e organização. Se bem que as casas são todas muito baixas e coladas umas às outras, o que deve causar algum incômodo ou falta de privacidade. O piso irregular de cimento obriga os veículos motorizados a transitarem lentamente, o que beneficia o pedestre e os animais de carga. Procuramos algum lugar onde pudéssemos comer e fomos muito bem recebidos pela turma que estava no humilde e muito honesto restaurante.

Pura disposição

Pura disposição

Quanta hosp(e)italidade...

Quanta hosp(e)italidade...

Chácara: uma visão

Chácara: uma visão

O almoço de “pf meiado” entre os 2 bttistas foi regado a muita Fanta e seguido de merecido descanso enquanto um pneu furado era consertado. Deixamos para trás Chácara. Até ali foram 22 km de muita subida sob sol escaldante e mato alto desde que passamos o portão principal da Fortaleza.

1/2 pê efe

1/2 pê efe

Ossos do ofício

Ossos do ofício

Este solão dá um sono...

Este solão dá um sono...

12:30 – Após escalar algumas longas subidas de terra cheia de pedras soltas, finalmente a visão da pedra quadrada.

Pedra Quadrada

Pedra Quadrada

Mirante

Mirante

Ela nem é tão quadrada assim, mas basta para marcar o início da transição do alto da serra até a fazenda do Horácio, em Coronel Pacheco. Em algum ponto da descida fica a entrada para Jaboticabas. Apontamos os pneus para a descida e soltamos os freios.

Descidão

Descidão

Procurando o melhor caminho através de uma grande onda verde...

Procurando o melhor caminho através de uma grande onda verde...

12:58 – Achado o ponto certo, abandonamos a estrada vicinal e adentramos a esquecida trilha que nos leva até o ponto que singelamente batizamos Jaboticabas: trata-se de um antigo pomar que hoje vive na mata, na passagem da descida da Pedra Quadrada que vai até Coronel Pacheco. Uma alameda formada de majestosas jaboticabeiras marca a entrada. A fazendinha morreu, todos foram embora, só o mato ficou. E o mato cresceu. Antes tímido, o limoeiro se escondia no fundo da casa. Hoje não há mais casa e, galhos dados com o cipó, o limoeiro se espalha por dezenas de metros quadrados por entre o vergel quente e silencioso, misturando-se ao maracujá selvagem e à velha parreira. Até o chuchu fugiu da horta abandonada e agora enrosca suas gavinhas por todo lado, competindo com a ‘barba de velho’. As altas mangueiras também estenderam seus braços, cobrindo tudo de sombra. Quiabo, jiló, laranja, tomates selvagens… fica até difícil saber o que hoje nasce ali. Refugiados de tempos passados, os antigos pomar e horta hoje alimentam passarinhos, macacos, tatus, siriemas e demais fauna daquele sítio. Alimentam até eventuais passantes. Porém hoje não era tempo de jaboticaba e somente pudemos provar raras goiabas.

Trilha secreta para jaboticadas

Trilha secreta para jaboticabas

Majestosa alameda

Majestosa alameda

12:43 – Seguimos o pedregoso caminho até encontrar novamente a estradinha e chegar na fazenda do Horácio. Trata-se de uma construção nova porém claramente erguida sobre as ruínas de uma antiga sede. As benfeitorias – capela, roda d’água, moinho e sabe-se mais o quê – foram restauradas e hoje encontram-se conservadas, imprimindo ao conjunto um ótimo aspecto. Um belo tapete de grama e muitas palmeiras – talvez plantadas próximas demais umas das outras – arrematam o cenário.

Fazenda do Horácio

Fazenda do Horácio

13:10 – Dali até a base foram mais 6 km de calor e poeira sob o sol, que ajudaram a deixar ainda mais gelada a cerveja que tomaríamos na chegada. Fechamos este ciclo.

A volta > olha a serra, de novo, lá longe...

A volta > olha a serra, de novo, lá longe...

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Comentários»

1. Beth Gepp - março 31, 2009

Pedra quadrada, onda verde, majestosa alameda…
Prazer em conhecer Chácara!
Boa exploração geográfica, ótimas fotos, deu pra sentir a natureza do local Dr. Ciclista!!!
bjooos
Beth

2. Athos - abril 8, 2009

Muito bom, já fiz esse rolé, porém com largada na Pastelaria Mexicana em Juiz de Fora, descendo o Horácio e subindo Santana, passando por Chácara, e chegando de novo em Juiz de Fora pelo bairro Linhares.

Dá aproximadamente 90 km, muito bom mesmo.

Parabéns galera.

3. Rodrigo - maio 2, 2009

Só quem conhece mesmo a região de MG sabe a qualidade das trilhas e visuais que encontramos pelo caminho….
Parabéns aos ciclistas por apresentarem um lugar tão bonito quanto desafiador.

Abs


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