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42>Rio das Ostras>06.03.09 maio 1, 2009

Posted by bttgeraes in 1.
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Ficha técnica:

Localidade: Rio das Ostras – RJ
Data: 06 de março de 2009
Distância Total: 16.2km em 3h
Reabastecimento d’água:
não
Sinal de Celular: na segunda metade
Tipos de via:
– estrada de terra: 48%
– estrada de terra vicinal: 7%
– trilha em campo: 29%
– trilha em restinga: 16%
Navegação: fácil
Nível de Dificuldade: fácil
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Tarde de sábado, bici recém revisada e já saio pedalando da oficina. 15 km em estrada de asfalto me separam do início da trilha, onde a turma ansiosamente já aguardava. Suprimentos e equipamentos checados, odômetros zerados e lá vamos nós. Os ponteiros marcam 15h40. O céu completamente cinza não é nada animador. Mas a calmaria sobre nós indica que não teremos chuva nas próximas horas. Menos mal.

A rota percorrida. A legenda desse mapa está espalhada pelo texto. Procure abaixo os números em vermelho.

A rota percorrida. A legenda desse mapa está espalhada pelo texto. Procure abaixo os números em vermelho.

O início é caracterizado por uma plana estrada de terra e algumas poucas casas espaçadas às margens da via. Alguns minutos mais e encontramos a primeira subida, que completa o aquecimento dos músculos. Provavelmente estamos no ponto mais alto da trilha, algumas poucas dezenas de metros acima do nível do mar. Dá pra ver o oceano ao fim da planície costeira, o belo e azul atlântico nos espera.

A turma subindo.

A turma subindo.

O que marca esta rota não são os sobe-desce das regiões serranas, mas sim as belezas e desafios das áreas semi-alagadas e as trilhas arenosas nas restingas. Uma dose de adrenalina é liberada na descida que nos guia novamente às terras baixas, rumo aos campos encharcados.

As coisas começam a melhorar quando deixamos o caminho principal para nos embrenharmos na floresta, que se mostra à direita. A mata atlântica é exuberante, mas por aqui já vem muito devastada, o que nos faz em pouco tempo pedalar nos pastos gerais. Fico imaginando como a região toda já foi muito bonita, dezenas ou centenas de anos atrás. Pobre homem, destrói incessantemente sua própria casa.

Vencida mais uma subida, alcançamos um local muito bonito. Um vale bem verde (1) onde seguimos pela encosta, à esquerda do ribeirão, num single track muito rápido e gostoso. Os delírios do pessoal agora ecoam pelas paredes, os morros vizinhos. Ao fundo se vê uma lagoa e muita vegetação de brejo.

Cortando a planície.

Cortando a planície.

Acabamos de entrar na área encharcada (2). Muita lama preta e atoleiros pela frente. Já não é mais possível “zerar” todos os trechos, por mais embalo que se tenha. Coroa pequena, muito giro e barro pra cima. A esta altura a matéria orgânica já canta nos aros das rodas e o pedalar é muito ruidoso. Os freios passam a ser tornar pouco confiáveis, visto que o atrito entre as borrachas e o alumínio é dificultado.

Equipamento x terreno.

Equipamento x terreno.

Mais alguns quilômetros e percebemos que o solo saturado pelas águas das inúmeras chuvas das últimas semanas vai se tornando mais seco. É que tomamos um pouco de altitude. Agora o barro endurecido causa certo desconforto e trepidação. Mas é hora de esticar as correntes e mandar poeira para trás.

Esticando a corrente.

Esticando a corrente.

Vencidas muitas tronqueiras e cercas de arame, com as magrelas negras de lama e nossas roupas não menos sujas, chegamos ao bairro Âncora (3), periferia de Rio das Ostras, onde algumas centenas de metros e uma rodovia intermunicipal nos afastavam dos limites do Parque Natural de Itapebussus, que nos conduzirá à homônima lagoa.

Transição.

Transição.

Com as bicicletas novamente na trilha, experimentamos a mudança de bioma. Da Mata Atlântica e Campos para a Restinga (4).

Vai rompendo.

Vai rompendo.

Agora margeiam nosso caminho bromélias, cactos e demais coberturas vegetais típicas desta região. A branca e fina areia é desafiante porém divertidíssimo obstáculo. Marcha bem leve e muita agilidade nos pedais e guidão, para a escolha das partes menos fofas. Eventualmente novas áreas alagadas, até mesmo pequenas “lagoas” no meio da trilha. Ótima oportunidade para um banho na bicicleta, fotos inusitadas e diversão garantida.

Atravessando alagados.

Atravessando alagados.

Manual na água.

Manual na água.

Zigue zagueando mais alguns instantes pelas trilhas fechadas nos deparamos com o mar (5). Um pouco de empurra-btt e logo à frente pedalamos na areia mais compacta, próxima às arrebentações. Estamos agora em Itapebussus (6), uma lagoa de 10 ha. formada pelo barramento da foz de um córrego. Apenas uma estreita faixa de areia a separa do mar, que nas maiores ressacas a invade com sua água salgada. A tonalidade da lagoa é escura, assim como as demais vizinhas. Isto se deve à grande presença de matéria orgânica em seu leito. Excelente é a qualidade de suas águas. Uma pausa de 15 minutos para o merecido banho. Nada como pular em água doce, mesmo que esta aqui ainda tenha um certo gosto de sal.

Lagoa de Itapebussus

Lagoa de Itapebussus

Faixa de areia.

Faixa de areia.

Saindo da areia e voltando à terra firme, tivemos o chato imprevisto. O câmbio traseiro de um dos colegas entrou na raiação e nosso destino teve que mudar. Por sorte era o momento exato para desistirmos de alcançar a praia do Pecado em Macaé e abortarmos a trip, rebocando nosso companheiro pela próxima saída, sentido rodovia Amaral Peixoto, onde o resgate minutos após seria acionado.

Reboque btt.

Reboque btt.

Por hoje foi só, a continuação desta trilha certamente renderá novo relato, em breve. Despedi-me do pessoal que voltaria à Macaé e rumei direto pra casa, feliz, leve, sedento por um bom banho e ansioso para descarregar fotos e dados georeferenciados da aprazível tarde btt.

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Comentários»

1. Guilherme Handel - maio 19, 2009

Vale a pena de mais Fazer este percurso, tem trechos com bastante lama, a região é bem alagada depois de uma semana de chuva intão, ideal para uma trilha de final de semana, está bem descrita no mapinha acima e não tem erro de se perder, sem falar na região da restinga pura areia, diferente para quem veio de minas e está acostumado a amassar barro!!!! Mas lebre-se de que é a trilha da gancheira quebrada eu sou uma vítima dessa hitória em. hehe
Bom pedal para todos.
GH

2. Augusto - julho 17, 2010

Eu vivo em Rio das Ostras e nao conheco a trilha. Olhando o mapa eu tambem nao consegui localizar-me. Por acaso voces tem um mapa?

um abraco
augusto

3. luciano - maio 3, 2011

onde e esta trilha

bttgeraes - junho 15, 2011

No título.


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