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49>Chile 1 – Atacama>01.09.09 janeiro 16, 2010

Posted by bttgeraes in 1.
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Ficha Técnica

Localidade: San Pedro de Atacama – Chile
Data: 01 de setembro de 2009
Distância Total: 25 km, em 3 horas
Reabastecimento d’água: não
Sinal de Celular: não
Tipos de via:
-estrada de terra: 40%
-estrada de terra vicinal: 20%
-trilha em deserto: 40%
Navegação: fácil
Nível de Dificuldade: fácil

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Atacama

Atacama, Chile - O deserto mais árido do mundo

Na “Garganta del Diablo”

Um dia de btt no mais árido deserto do mundo. Pela manhã, não muito cedo, nos dirigimos novamente à “Calle Caracoles”, para alugar outras bicicletas. Entre as opções disponíveis, nos pareceu mais interessante o pedal até um local chamado “Garganta del Diablo”, onde poderíamos, ao longo do caminho, conhecer as ruínas de “Pukara del Quitor”, um sítio arqueológico pré-inca, considerado monumento nacional Chileno,  a vila de Catarpe e apreciar a vista de cima de um túnel desativado, antigo caminho para San Pedro de Atacama. Tudo isso até a metade da tarde, pois os planos para o dia ainda contemplavam outro btt, até o “Valle de la Luna”, para o tão famoso por do sol neste local.

Mapa da Rota

Imagem de Satélite-Clique para Ampliar

Bicicletas, equipamentos, mapa, água e lanche organizados, deixamos San Pedro (ponto 1, no mapa) pelo sentido de quem vai para Calama, porém entramos à direita na última rua antes do asfalto, continuando pela estrada de terra. Vamos inicialmente acompanhando pela margem esquerda o córrego canalizado, que se tornará aberto mais adiante e o cruzaremos outras vezes. Algumas casas e pousadas podem ser vistas nos primeiros minutos do percurso. Porém aos poucos o visual solitário de agreste vai dominando e a calmaria toma lugar. Apenas os sons do forte vento e dos pneus das btts em contato com a areia podem ser ouvidos. O sol é implacável, como de costume. Hidratação constante e poeira ficando pra trás. Passamos pela entrada de Pukara de Quitor  (2) mas decidimos não entrar, por questão de tempo. A partir de agora, o visual aberto cede lugar a um vale não muito largo, bastante plano e cercado por colinas areníticas pelos dois lados. Alguns picos se destacam, mas o desnível máximo não ultrapassa 150 metros.  Novamente cruzamos o rio, cuja profundidade não supera um palmo, para tomarmos sua margem direita. Praticamente não há mais vegetação arbóreo/arbustiva agora. Cada vez mais seco, o panorama é dominado pela coloração vermelha das rochas em contraste com o incrível azul do céu.

Começo de rota

Céu, poeira e ventania

Passamos mais adiante pela bifurcação para o túnel (3), sem no entanto mudarmos nosso caminho, pois deixaremos para a segunda metade do roteiro este atrativo.  Alguns minutos mais, tornamos a cruzar o rio (5), numa parte onde seu volume d’água por pouco não inviabiliza sua travessia sobre a bicicleta e seguimos pela primeira entrada à direita, poucos metros à frente.

Vamo que vamo

Travessia do rio

Muito Seco

Direita logo após travessia do rio

Entramos numa estrada bastante precária, que em breve começa a se distanciar do fundo do vale principal, subindo algumas dezenas de metros até alcançar outro vale, este porém completamente seco, mas repleto de trilhas em meio às formações arenosas tão peculiares. Estamos adentrando na Garganta del Diablo (6). A partir de agora, lentamente vamos ganhando altitude, ziguezagueando alguns kilômetros por entre trilhas numa espécie de labirinto de areia. É sem dúvida alguma a melhor parte deste relato. Optamos pela trilha principal e concluímos nosso avanço no ponto mais alto onde nossas btts conseguem subir. Impressionante o cenário que temos daqui, criado pelas formações rochosas. Algo desolador, mas antagonicamente belo.

Garganta

Entrando na "Garganta del Diablo"

Vista por cima

Labirintos de areia

Fim do Vale

Vista panorâmica do fim da garganta

Após alguns minutos de descanso e contemplação retomamos o caminho, agora com o desnível a nosso favor, voltando pela mesma trilha. O percurso conhecido se torna desafiante por conta da maior velocidade. Pequenas variações são possíveis, utilizando saídas laterais em morros de terra batida. Por vezes, nos trechos de areia fofa, o controle da bicicleta se torna árduo. Alto giro nas marchas mais leves deve ser prontamente utilizado.

Variações

Por cima ou por baixo ? Você escolhe.

Saímos da Garganta e ganhamos outra vez o vale do rio desta rota. Adiante encontramos a bifurcação para o túnel (3), nosso próximo destino. Longas e desgastantes subidas numa estrada esburacada, até que conseguimos avistar, no topo do morro, a entrada da abandonada passagem.

Subindo

Sol desgastante

Longa Subida

Formações rochosas impressionantes

Em escuridão quase absoluta, fazemos sua travessia. Algo em torno de 200 metros. Da outra ponta, o horizonte nos apresenta um imenso vale, oposto ao que vínhamos pedalando.

O Túnel

Luz no fim do túnel

A partir desta parte, a areia solta não nos deixa mais pedalar. Deixamos as bicicletas estacionadas e seguimos a pé, subindo a montanha que havia ficado para trás, na direção do túnel. A caminhada é bastante complicada, pois anda-se em íngremes dunas, até que estivéssemos novamente de frente para os vales anteriormente percorridos. Daqui (4) temos uma visão panorâmica de todo o local.

visão geral

Panorama acima do túnel

O vulcão Licancabur, com seus assombrosos 5917 metros se destaca no fim do horizonte. Nem uma alma viva ao alcance da vista. Sol, vento, areia, bttistas e alvas nuvens num céu azul. Nada mais. O deserto do Atacama nos surpreende a cada dia, com suas cores e formas surreais.

Detalhe

Ao fundo, no centro, o vulcão Licancabur

Visual

Contrastes de um deserto

Bem, agora é voltar pelo mesmo caminho, até San Pedro de Atacama, descansar um pouco, tornar a pegar a btt e assistir um desbunde de por do sol, não muito distante. Aguardem o próximo relato …

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Comentários»

1. Rodrigo - janeiro 20, 2010

Parabéns pelo relato!!! Parece que o pedal foi em marte!!!

2. Vinicius - março 1, 2010

Belissimas fotos!

3. Cláudio Mafra - abril 5, 2010

Latinoamérica de bike!!!? 10

4. Marcelo Barros - abril 13, 2010

Fantástico! As fotos ficaram maravilhosas… Que inveja gostosa…

Julio Guiñez Almarza - março 31, 2011

hola soy chileno, tambien estuve en esos lugares y son muy bellos, podriamos tener intercambio de informacion para poder crear un grupo de cicletadas para esos lugares, un saludo de Valparaiso, Chile.

Tom Alves - fevereiro 18, 2012

Hola Julio, perdon por la demora! Yo acabo de ver eso. Escriba me un email, por favor.. contato@tomalves.com.br

vamos hablando… un gusto.

5. TIAGO COUTO BICALHO - fevereiro 21, 2013

Fiz este pedal! É fantástico!


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