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50>Serra de São José>29.05.10 outubro 13, 2010

Posted by bttgeraes in 1.
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Dia 01 – Morro do Cavalo Morto – Carteiro – Tiradentes – Serra de São José

Ficha Técnica

Localidade: Tiradentes – MG – Brasil
Data: 05 de maio de 2010
Distância Total: 36 km, em 3 horas
Reabastecimento d’água: sim
Sinal de Celular: não
Tipos de via:
-estrada de asfalto: 10%
-estrada de terra: 30%
-trilha : 60%
Navegação: médio
Nível de Dificuldade: médio

O contato com o Maurício foi feito com antecedência. Depois do deslocamento partindo de JF/MG, o encontro com o pessoal estava marcado para 14h e aconteceu na avenida principal de São João Del Rey. Nove bicicletas e seus respectivos pilotos prontos para as emoções que só a Serra de São José sabe oferecer.

 

Turma Reunida

 

14:20h A partida se deu e logo deixamos para trás as últimas casas de SJDR, saindo na direção de Porto Real. Dali pegamos a Trilha do Cavalo Morto, quando areia solta vermelha e branca se misturam sob os pneus. É puro caminho de boi. O grupo, compacto, sobe com disposição. Os trechos cavados e as subidas exigem força total. Visual deslumbrante passando por pastos verdejantes e belíssimos trechos gramados. Avistamos pequenos vales verdes que sombreiam e protegem os diversos regatos que irrigam a área.
Passamos pelo lado direito da ruína da Torre do Alto, onde começa uma trilha técnica em areia branca com muitas pedras soltas. Era um caminho muito freqüentado por tropeiros e escravos. Agora seguimos por uma veia aberta na terra, um rasgo no chão feito de areia branca, com os cantos da trilha bem desgastados pelos cascos dos cavalos. A vegetação é de cerrado. Chegamos na Cachoeirinha.

 

Quartizito escorregadio

 

15:20h Após a Cachoeirinha uma dura subida de empurra, seguindo por antiga estrada calçada, perdida nos morros, feita pelos escravos. Depois dessa subida chapada e por vezes escorregadia, avistamos o Carteiro, um cruzeiro precário. Ouvimos dos anfitriões a curiosa história: no passado, carteiros transitavam a correspondência por ali. De certa feita, um carteiro foi morto naquele sítio, daí o cruzeiro e o nome da trilha. No cruzeiro, ainda segundo os anfitriões, podemos fazer um desejo e arremessar uma pedra, num antigo e inexplicável ritual que atravessa os séculos. Talvez a alma errante do carteiro entregue os desejos. Quem sabe? Lá se foi nossa pedrinha!

 

O Carteiro

 

 

No Topo

 

15:45h O precipício marca o começo da descida e o início do trecho técnico. Terreno acidentado, escorregadio e lodoso, terra preta e solta. As raízes seguram a terra e tornam tudo mais emocionante. Depois de intensos momentos agarrados aos manetes e controlando a força nos tornozelos, saímos em Tiradentes, por trás de uma das inúmeras igrejas que marcam aquela vila onde as pedras ocupam as vias, tornando qualquer movimento um emocionante exercício de equilíbrio.

 

Tiradentes!

 

16:15h Agora é procurar a linha da Maria Fumaça e voltar para SJDR. Todo mundo alinhado na trilha. De um lado a brita, do outro o rio. No meio, uma fileira de velozes bicicletas. Cada uma procurando seu lugar e a poeira vai subindo. Diversas pontes da linha férrea desafiam o equilíbrio dos mais ousados. A correnteza passando embaixo atrapalha o equilíbrio. A concentração é fundamental para o acerto. O trecho plano é vencido em alta velocidade porém sem atropelos. Depois de muito verde e velocidade, 17:10h foi a hora da chegada no centro, cada um com seu sorriso, num sábado mais feliz.

 

Bênção

 

………………………………………………………………………

2º dia: Bichinhos – Prado – Morro da Viúva- Serra de São José

Ficha Técnica

Localidade: SJDR / Bichinhos / Prados / Tiradentes – MG – Brasil

Data: 30 de maio de 2010
Distância Total: 18km em 6 horas
Reabastecimento d’água: sim
Sinal de Celular: não
Tipos de via:
-estrada de terra vicinal: 50%
-estrada de calçamento: 30%
-trilha: 20%
Navegação: difícil
Nível de Dificuldade: alto

8h O encontro desta vez foi movimentado. Nada menos do que 20 ciclistas aguardando-se mutuamente até que lá pelas 8:40h partimos. Desta vez em direção a Tiradentes e dali para Bichinhos. A beleza dos detalhes nestas pequenas cidades compete com a beleza da natureza pura, principalmente do alto do selim. O Morro da Viúva dá as caras e as cartas do jogo. Depois da disputa com os pedais morro acima, do alto despencamos no cascalho solto e rolado, um perigo a mais. Até Bichinhos são mais 6 km. Ali comemos um doce tradicional mineiro.

 

Proteção

 

10:40 Ainda com a boca doce, atravessamos a bela Bichinhos em direção a Prados. O vento dissolve a cerração, revelando o paredão de pedra que desafia os aventureiros. Do estradão cascalhado e rolado, a Serra de São José fica do lado esquerdo. Do alto avistamos, lá no fundo do vale, Prados. Então dá para imaginar a emoção da descida até a cidade. A intensa descida em zigue-zague confirma e até supera as expectativas. Reabastecemos nossa água na fonte da praça principal. Prados fica no fundo de um vale e para sair teremos que subir.

 

Serra de São josé

 

12:00h Um morraço surge diante de nós e igualmente deve ser vencido. No alto viramos à esquerda, em direção à Serra de São José. A subida começa constante depois persiste até quase esgotar todas as tuas forças. Depois, quando parece abrandar, a subida continua torturando até retirar de ti forças que não são as tuas, mas da própria fé de que é possível subir. Seria a fé em São José? Mas se alguém consegue… subamos!

 

O início da subida

 

13:30h Descemos um bocado depois subimos de novo, agora em mata fechada em direção a Paineiras. É o último degrau do dia, último grande desafio de subida. Força nos braços para aliviar a dor das pernas e escalar os obstáculos, pedras imensas que parecem brotar do chão de areia compacta.

 

Pedras que brotam do chão

 

14h Na dura subida, grupo dispersa. Os ciclistas formam grupos menores e buscam apoiar-se mutuamente, cada um buscando seu próprio ritmo, sua tocada. Hora de concentrar, respirar fundo e fazer um pouco mais de força para subir.

 

Segue a trilha

 

14:47h Agora o que nos espera é longa e acidentada trilha em declive – do jeito que tem que ser – até uma bela passagem por diversas pontes de madeira. Despencamos caminho afora saltando mata-burros e desviando das pedras até atingir novamente a Estrada Real. Então chegamos novamente a Tiradentes. A cidade onde ruas são feitas de lajes de pedra e um passeio de bicicleta é sempre um risco. O sol, que nos acompanhou desde ontem, agora se faz sentir com maior intensidade. Onde está mesmo o protetor solar?

15:22h De Tiradentes cada um tomaria seu rumo. Conversas, risadas, breves e longas despedidas. Ficam os agradecimentos ao pessoal de São João Del Rey e Tiradentes City, em especial os amigos da Ophicina Bike Shop, que nos guiaram pelos dois dias de btt intenso neste recanto da Mantiqueira. Com sombras alongadas, ficam as últimas cenas da bela e ensolarada Tiradentes.

 

A grande turma

 

Dali dispersamos, cada um acompanhado de suas lembranças, montado em seu cavalo de alumínio, pelas serras das Minas Gerais.

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Comentários»

1. Livro Seo - fevereiro 16, 2011

Concordo plenamento com o que está escrito, belo post

bttgeraes - fevereiro 28, 2011

Obrigado Livro Seo. Quando o lugar nos inspira, as palavras não mentem.

2. Rui carreira - junho 14, 2011

Simplesmente fantástico,
um abraço a todos vós,
continuem a pedalar, no vosso cavalo de alumínio!!

bttgeraes - junho 15, 2011

Obrigado Rui! Sempre a pedalar e cuidar do nosso cavalo de alumínio!


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