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55>Pipa – RN>4 e 5.02.12 julho 3, 2012

Posted by bttgeraes in Sem categoria.
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Ficha Técnica

Localidade: Praia da Pipa-RN
Data: 4 e 5 de fevereriro de 2012
Distância Total: 60 km, em 8 horas
Reabastecimento d’água: sim
Sinal de Celular: sim
Tipos de via:
-estrada de asfalto: 20%
-estrada de terra : 20%
-trilha em praia: 60%
Navegação: médio
Nível de Dificuldade: médio, em maré baixa

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Pipa é uma fantástica vila no litoral sul Potiguar, bem próxima de Natal. Point cosmopolita, de renomada fama internacional, especialmente pela badalada noite e praias paradisíacas. Mas, nesse último verão, eu não estava ali para noitadas e sim para muito btt! Então, vamos ao que interessa.

A região apresenta um relevo bastante variado, composto por falésias, dunas, praias de areia compacta, densas matas e costões rochosos. Por isso, a bicicleta é o melhor veículo para quem deseja explorar Pipa de cabo a rabo.

Pedalar é lúdico, saudável e prazeroso. Experimente.

Aproveitando a maré baixa, especialmente em lua cheia ou nova, pode-se pedalar pela praia desde Tibau do Sul até Baía Formosa e ainda voltar por estradas de terra, asfalto e trilhas por cima das falésias. Nenhum carro fará esse mesmo caminho, por conta dos costões rochosos em algumas pontas de praias ou mesmo por proibições, como o caso da praia das Minas, local de desova de tartarugas.

Um ponto onde se pode avistar muitas tartarugas

Dividi esse roteiro em dois dias para aproveitar melhor a luz nas fotografias e não haver correria, mas é possível num único dia cobrir os cerca de 60 km. Saí de manhã pela Praia do Amor, também conhecida como Praia dos Afogados. Na maré bastante baixa não foi difícil vencer a barreira de rochas que divide Afogados com a Praia do Centro. Mesmo assim, em alguns curtos trechos a magrela precisou ser carregada. Sob olhares curiosos atravessei a praia mais frequentada de Pipa, justamente por se localizar mais próxima da maioria das pousadas, bem no centro da vila. Não é todo mundo que transita com uma câmera gigante e um tripé maior ainda amarrado no bagageiro de uma bicicleta. Outra barreira natural de rochas separa essa praia da próxima, a Baía dos Golfinhos. Aqui é o ponto ideal para observação desses simpáticos mamíferos. Com sorte, pode-se ver uma dezena deles, brincando para os turistas.

Muitos trechos de rochas a serem contornadas, logo no início

A extensa praia é marcada por falésias que mesclam sedimentos de coloração alaranjada, vermelha, amarela ou branca, erguendo-se aproximadamente a 20 metros de altura, cobertas por vegetação de restinga, de uma beleza singular. Para mim, impossível prosseguir sem muitas paradas para contemplar e fotografar. E isso me faz atrasar um pouco, complicando a passagem pelas rochas que novamente dividem outras duas praias. Dessa vez o trecho de bicicleta empurrada foi bem mais longo, escorregadio e complicado. Mas nada tão grave que não pudesse ser vencido.  A sequencia de praias é Madeiro e Cacimbinhas, de um visual semelhante às anteriores. No Madeiro há muita gente jovem e surfistas. Aulas do esporte geralmente são oferecidas lá, além de passeios de caiaques.  Já Cacimbinhas é uma praia quase deserta, mesmo no verão.

Ponto de observação de golfinhos

Falésias da Praia do Madeiro

Alguns quilômetros mais e a Praia do Giz marca a entrada na cidade de Tibau do Sul. Hora de voltar pela pista de asfalto, que percorre mais ou menos o mesmo itinerário, desta vez por cima das falésias, o que nos permite uma privilegiada visão de todo o caminho percorrido horas antes.

Na Praia do Giz, entrada de Tibau do Sul

Volta por cima das falésias

Bem próximo a Pipa, vale a parada no Santuário Ecológico, uma área preservada de mata atlântica, mantida pelo ambientalista inglês David Hasset, sobre as praias da baía dos Golfinhos e do Madeiro. Diversas trilhas para se percorrer a pé e muitas informações sobre fauna e flora locais estão disponíveis. A reserva também é parte do Projeto Tamar, que atua na preservação de tartarugas marinhas em risco de extinção.

Entrada do Santuário Ecológico

A partir daqui, somente a pé!

Caminho de volta, sobre a Praia de Cacimbinhas

No segundo dia de pedal, tomei a direção oposta, saindo novamente da Praia do Amor, porém rumo ao sul. Pedalei por várias praias, como Lajinha e das Minas. Imprescindível eleger a maré baixa para isso, pois há muitos trechos de rochas. Mesmo assim, em alguns trechos de areia fofa o empurra btt se faz necessário. Em Sibaúma, atravessei por balsa o homônimo rio e segui até a Barra do Cunhaú, onde outra balsa faz a travessia para uma nova praia, que liga esse local a BF, como é mais conhecida na região a cidade de Baía Formosa. Já nessa última etapa, onde o relógio marcava próximo do meio-dia, a maré subia rapidamente e o pedal se tornou bastante penoso, sob forte calor e sol escaldante.

Praia das Minas – Muitos ninhos de tartarugas enterrados

Balsa no Rio Cunhaú

Na maré alta a coisa complica !

Visual de Baía Formosa

O retorno se dá por estrada de terra dentro de uma fazenda até Barra do Cunhaú, num belo caminho entre coqueirais e áreas semi-alagadas. Depois segue um trecho de asfalto até Sibaúma e se completa por trilhas e estrada de terra sobre as falésias até o Chapadão, um dos principais mirantes turísticos da Pipa.

Volta pela fazenda, em meio ao coqueiral

Melhor não pagar pra ver … (trecho fora da trilha do btt)

Dispondo de mais tempo, outro btt muito recomendado é o da Mata Estrela, que leva à fantástica Lagoa da Coca-Cola, nome esse pela coloração de suas águas. Para quem viaja sem a bici e não conhece bem a região, a operadora Trieb Club (www.triebclub.com.br) oferece esses btts e demais roteiros que combinam bicicleta, cavalo e caiaque, por exemplo.

Gameleira centenária. Veja a ciclista ao fundo !!!

Dentro da Mata Estrela

Parada para ouvir os macacos Bugios!!

Lagoa da Coca-Cola. O banho aí não tem preço.

O nome se deve à coloração da água

Velocidade na mata

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Comentários»

1. um bicicletêro - janeiro 24, 2013

este relato duplo está demais! bom trabalho, bttista! : D


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