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Onde mora o perigo?

Quem mora em grandes cidades brasileiras normalmente tem como opção para a prática de mountain bike percursos que cruzam fazendas ou áreas de reflorestamento. Normalmente, quem é iniciante não conhece
o caminho direito; quem há muito tempo não passa pelo lugar pode se deparar com verdadeiras armadilhas, situação que considero importante citar como forma de ajudar na prevenção contra acidentes.

Em áreas de reflorestamento, é comum encontrar correntes fechando um caminho que foi aberto para extração de madeira e não será mais utilizado.

Geralmente posicionada na altura da bike, essa corrente, quando enferrujada ou na sombra, passa despercebida, surpreendendo o biker que só descobre o que houve após a queda.

Também há o risco de encontrar caminhões e tratores que não esperam por bicicletas, portanto, não aguarde ser visto e posicione-se de forma defensiva, nunca passando por trás ou se aproximando sem a certeza de que o motorista tomou conhecimento de sua presença.

Árvores que foram derrubadas há pouco tempo ou por tempestades podem estar atravessadas logo após uma curva em descida, assim como as folhas que caem constantemente podem esconder valas de chuva, nas quais podemos encaixar a roda dianteira e sair voando por cima da bike.

Em caminhos por fazendas, encontramos as tronqueiras ou porteiras de arame farpado que apresentam o mesmo problema da invisibilidade que a corrente do reflorestamento.

Essas porteiras têm a finalidade de fechar uma propriedade particular e geralmente manter o confinamento de gado, por isso mesmo, sempre que passar por uma porteira dessas, lembre-se de mantê-la fechada e, se encontrar com alguém ou alguma casa pelo caminho, peça licença para passar, evitando problemas com o dono da propriedade.

Não é comum encontrar gado bravo, mas já precisei correr de touros de rodeio que ficavam soltos em uma trilha.

Até hoje não sei por que eles saíram em perseguição, mas descobri que são muito velozes e o quanto é assustador e perigoso sentir as pernas fraquejando ao perceber que chifres pontudos se aproximam. Também já passei pela experiência de ser mordida por um ganso que pensava ser o cão de guarda da propriedade.

Outra armadilha dos percursos em fazendas é o mata-burro com vão central. Mais perigosos ainda são aqueles que, além do vão central, têm a parte de passagem com vãos no sentido longitudinal – mesmo sentido da roda.

Pontes também merecem destaque, especialmente as que surgem logo após uma curva, pois há o risco de as rodas escorregarem ou de encaixá-las entre as tábuas longitudinais.

Além do mais, sempre espero por uma ponte no final da descida, por isso, nessas ocasiões diminuo a velocidade – caso ela não apareça, bastam algumas pedaladas para acelerar e retomar o ritmo anterior.

Ao se aventurar por um percurso novo ou algum pelo qual há muito tempo você não passa, seja prudente, diminua a velocidade para ter tempo de reagir da forma correta diante de surpresas. E procure pedir informações para outros bikers ou moradores sobre o que pode ser encontrado pelo caminho.

O perigo reside exatamente na falta de conhecimento e atenção.

por Adriana Nascimento

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Comentários»

1. Ciro Ribeiro - JF - outubro 13, 2008

Muito bom esse toque!
É exatamente o meu medo em algumas descidas: de não conseguir parar por causa de um obstáculo imprevisível!
A finalidade é o passeio e o exercício, mas sempre tendo em primeiro plano a segurança.
Fazer trilha é muito bom, voltar pra casa inteiro é melhor ainda!!!


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