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Pedra do Índio

Em todo o circuito que envolve grandes formações rochosas, quando existem cavernas, elas causam uma curiosidade especial.

Grutas, cavernas ou passagens por dentro da pedra sempre atraíram o homem, desde a pré-história. Guardando nossos antepassados do frio e servindo de abrigo ideal para o fogo, as cavernas preservam também páginas do nosso passado.

Na zona da mata mineira existe um lugar mágico. Na verdade, para quem conhece as Minas Geraes, existem vários. Porém aqui e agora vamos tratar de um especial: um lugar conhecido como Pedra do Índio.

Num antigo latifúndio, outrora tradicional produtor de café e outros produtos da época da escravidão, foi encontrado algo fabuloso. Numa gruta alta e seca, antigos exploradores encontraram os corpos mumificados de três pessoas. Uma mulher e duas crianças. Três corpos de seres humanos deixados ali para a posteridade por seus contemporâneos. Exames modernos informam que eles foram deixados ali há mais de seiscentos anos. Morreram com aproximadamente 24 anos a mulher; as crianças uma com um ano de vida e outra com um mês. Quando se deu o achado, a proprietária das terras cedeu o material a D Pedro II, que assim como Napoleão foi um notório colecionador de curiosidades mundiais. Estas múmias hoje estão nas dependências do Museu Nacional da UFRJ, à disposição para visitação.

Esta história, pinçada aqui e ali, sempre trazia pergunta: onde fica o sitio arqueológico? Esta pergunta o destino se encarregou de responder.

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(…) no pé da lapa de pedra, que fica na nossa direita. Seguir no sopé da lapa. Trecho técnico, mato fechado. Espinhos. Ficar atento para o caminho que sobe, e com o barranco que desce na esquerda. Atacar a pedra. Escalaminhando, chega-se à primeira caverna, que fica em cima, à direita. Cuidado com o precipício à esquerda! Atenção para não ser atacado por insetos, morcegos ou aves de rapina que porventura estejam ali antes de você. Foi nesta caverna que encontraram os 3 corpos de seres humanos deixados ali para a posteridade por seus contemporâneos, estima-se que há mais de 600 anos (…)

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(…) Após curtir a primeira e maior caverna, voltar um pouquinho pelo mesmo caminho, ficando atento para as marcas na rocha, procurando uma perna de trilha que sobe (…) É este o caminho para a segunda caverna. Atacar a pedra subindo, cruzando para a direita. Escalaminhada ainda mais técnica. Técnicas de agarra na pedra. Cuidado com a “barriga” de pedra que dificulta um pouco a passagem. Atenção para o chão de folhas, instável. Atenção para a queda de pedras, o que pode machucar quem estiver embaixo. O acesso à segunda caverna se dá por baixo. Esta gruta é cheia de reentrâncias e é a mais escura das três. Na segunda caverna, na parede mais à direita de quem entra, no fundo, existe um buraco à meia-altura, que é o acesso para a terceira caverna. Passar com cuidado, um de cada vez.

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(…) Crux. Teto baixo e pequena. Se comparada aos salões anteriores, a terceira caverna é a mais aconchegante e que tem a vista mais bonita. Atenção para o chão, em todas as grutas, composto de poeira da decomposição das rochas e de milhares de pequenos ossos, que são os despojos das caçadas dos animais que utilizam as cavernas que levam para ali o fruto de suas caçadas, a fim de se alimentarem de forma mais tranquila. Não faltam também ossos e dentes, provenientes de animais maiores, mostrando que nem só de invertebrados alimentam-se os moradores, mas possivelmente de pequenos mamíferos como roedores mas também de répteis e anfíbios. (…)

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Comentários»

1. Ananda Guevara - outubro 8, 2013

Uau! Quero chegar ae…


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