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2006 em JF, um projeto

Desde que voltei a pedalar com mais frequência (por volta de 1997) estou de alguma forma ligado a uma consciência de que utilizar bicicletas para deslocamento na cidade em diversas oportunidades apresenta muito mais vantagens do que qualquer outro veículo.

Em 2006 mudei-me de BH para a cidade de Juiz de Fora, e o trânsito aqui tem suas peculiaridades. No centro, são táxis ou carros de valores que sempre fecham uma ou todas as 2 (duas!) pistas da Av. Rio branco, a principal. A avenida principal só tem duas faixas para cada mão de direção!. Sim, existe também uma pista central exclusiva para ônibus, mas eu não posso afirmar que tipo de caos se instalaria caso não houvesse.

O trânsito do centro da cidade recebe carretas diretamente das rodovias porque a única passagem para algumas cidades passa justamente no centro da cidade. Isso significa dezenas de crianças e idosos querendo atravessar amontoadas numa calçada exígua, enquanto carretas de mais de 16 toneladas passam junto com o tráfego urbano, a alguns centímetros de seus narizes, e não raro em grandes velocidades. No centro, a maioria das calçadas é mínima e nelas não cabem todos os pedestres que deveriam passar por elas. Em dias de semana podemos observar que o congestionamento nas calçadas chega a ser maior do que o congestionamento automobilístico, ao lado.

Juiz de fora tem muita gente na rua, a pé. Tem também centenas de ambulantes. E o calçamento, em geral, é o que se pode chamar apenas de bom. Some-se a isto, nos dias de chuva, poças de água no asfalto, que os carros transferem automaticamente para as calças dos pedestres. Muito frequentemente carros entram e saem de garagens, e para isso têm que interromper o fluxo de pedestres, na calçada estreita e irregular. Com o perdão do Stanislaw, mas ouso dizer que o pedestre, por várias vezes, fica sem chão. Apesar – e talvez por causa disso – são centenas de pessoas que, por necessidade ou opção, utilizam a bicicleta para seus deslocamentos urbanos. Muito mais ágil e barata, permite percorrer grandes distâncias com reduzido gasto de energia. Além de silenciosa! Mas são diversos os pergos e dificuldades que esta parcela da população enfrenta para se deslocar. Foi pensando nisso tudo que neste ano de 2006 aproveitei para tentar reinvindicar, junto aos órgãos municipais responsáveis, a melhoria desta situação.

Aproveitando-me da Semana Nacional do Trânsito, tento trazer para a cidade o “dia mundial sem carro”, um evento que ocorre todo dia 22 de setembro em várias cidades do mundo. Tento conclamar a população ciclista da cidade a se unir e reinvindicar melhores condições de sobrevivência.Mas Juiz de Fora não é só mazela, e atitudes louváveis têm sido tomadas, como o fechamento de ruas. Recentemente a rua Marechal Deodoro foi fechada para carros e ganhará calçada integral, como outras ex-ruas de Juiz de Fora. A criação de calçadas maiores e a redução do tráfego de carros são as tendências naturais dos hipercentros nas cidades de todo o mundo.

Vamos ver no que vai dar.

Ciclo-abraços.

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Comentários»

1. João Bosco - novembro 14, 2009

Este ano nosso clube participou do dia mundial sem carro e foi muito legal. Os guardas de transito, que não estavam entendendo do que se tratava, queriam nos impedir, mas pouco depois chegou uma viatura com o chefe deles, dizendo que tinhamos o apoio dele pra fazer a nossa manifestação como quezessemos. Aí foi uma festa!!!


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