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O segundo equipamento: a bicicleta >> linha do tempo

Para falar deste equipamento vamos apresentá-lo em partes, na forma de algo parecido com uma “Linha do Tempo”:

Atribuir a invenção da bicicleta a uma só pessoa seria injustiça. Ainda mais se falando das atuais btts. Este poderoso meio de transporte é fruto das idéias conjugadas e aperfeiçoadas de centenas, ou quem sabe milhares de usuários famosos e anônimos, entusiastas do esporte ou da simples mecânica, que gradativamente e no decorrer da história da humanidade foram introduzindo pequenas modificações. Sutis aperfeiçoamentos que nos trouxeram a atual bicicleta todo terreno que conhecemos hoje.

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Comicamente o primeiro passo da bicicleta foi a invenção da roda. Certamente uma das primeiras grandes invenções da humanidade, e que demorou alguns milhares de anos para começar a equipar bicicletas.

No seu famoso Código Atlântico o arquiteto, engenheiro, escultor, teórico da arte e cientista Leonardo da Vinci esboçou (será?) um projeto de um velocípede com transmissão por corrente, uma novidade introduzida no mundo da bicicleta somente em 1885, ou seja, 400 anos depois.

A bicicleta saiu do papel somente no século XVII. Junto ao Deutsches Museum de Mônaco é conservado um modelo chamado “bicicleta de Kassler”, que remonta de 1761. A paternidade da invenção é contudo objeto de discussão, tanto que muitos pensam que este modelo trata-se na verdade de um modelo francês exportado para a Alemanha.

Em 1790 o conde francês Mede de Sivrac idealiza o celerífero, derivado das palavras latinas celer (rápido) e fero (transporte). Impulso no chão permitia o movimento.

A Draisiana foi um avanço. Junto com ela surgiu o primeiro guidão.

Em 1855 foi executado o primeiro projeto de pedal, pelo francês Ernest Michaux, que o instalou num veículo de duas rodas traseiras e uma dianteira; os pedais eram ligados à roda dianteira e o invento ficou conhecido como “Velocípede”.

1862: com o crescimento do número de entusiastas, as autoridades, de Paris principalmente, por volta de 1862, são obrigadas a criar caminhos especiais para os velocípedes nos parques, para que se não se misturassem com charretes e carroças. Surgiram, assim, as primeiras ciclovias.

1884: na Inglaterra, Thomas Humbert inventa o quadro feito de tubos (seria o atual projeto “diamante”?), e utilizando caixas de centro com esferas. Aliado a isto, em algum lugar no tempo, e bem possivelmente fruto da mente fértil de algum chinês, alguém lembrou de trazer a idéia da correia ou corrente para transmitir a força dos pedais até a roda. A partir daí, e com o desenvolvimento da indústria de peças, a bicicleta entra numa nova era: engrenagens e rolamentos cada vez mais delicados proporcionam rendimento e performance dada vez maior.

1885: os intelectuais comentavam ser a bicicleta “mais sedutora que uma mulher”.

Em 1887 o pneus foram idealizados, e continuam sendo aperfeiçoados arté os dias de hoje. Juntamente com os pneus, os aros e raios também sofreram alterações, buscando segurança e durabilidade. As indústrias automotiva e motocicística de hoje compartilham muito de sua tecnologia com o ciclismo. Materiais sintéticos, modernas suspensões e potentes freios a disco fazem hoje parte das mais bem equipadas bicicletas ao redor do mundo. Desde então e cada vez mais sucessivas modificações técnicas foram introduzidas no projeto original da bicicleta, tais como a roda livre, o pneu tubular e os câmbios traseiro e dianteiro.

A roda livre foi criada para oferecer maior conforto ao ciclista em ação, permitindo interromper a pedalada especialmente em descidas, em trajetos com vento a favor e em alguns momentos de descanso do ciclista, ainda que o conjunto continue em movimento.

O tubular nasceu constituído por um invólucro de borracha e tela de nylon ou seda, em forma de tripa, com uma câmara de ar em seu interior e uma válvula. Esse conjunto era costurado na parte interna e protegido por uma faixa de tecido de algodão. A borracha entrou na composição substituindo vários destes materiais de diferentes formas. Ao ponto que hoje em dia podemos ver pneus que não são maciços, não utilizam câmaras de ar e mesmo assim são quase indestrutíveis.

O câmbio com velocidades permite a interação entre a corrente e diversas engrenagens, possibilitando ao piloto imprimir diversos tipos de giros e rotações. Isso torna possível a prática do ciclismo de várias formas diferentes, permitindo inclusive atingir maiores velocidades com menos gasto de energia.

A nosso ver, o sistema de câmbios é a última grande invenção que aperfeiçoou tecnicamente a bicicleta, constituindo-se no fator mais importante do progresso observado no esporte nos atuais dias.

Podemos concluir que desta forma, mesmo hoje, algo ainda pode ser sempre inventado ou aperfeiçoado buscando melhorar o projeto original.

A linha do tempo está aberta: qual será a sua contribuição?

Comentários»

1. carla - outubro 3, 2009

esse site e bom


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