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O livro do BTT

“Mountain-Bike Book” – The Mega Adventurers’ Guide.

Você sabe quem levou as bicicletas para fora das estradas? A resposta está aqui.

Você sabe quem levou as bicicletas para fora das estradas? A resposta está aqui.

O autor Charles Kelly é um dos mountain-bikers originais. Com seu amigo Gary Fisher, Charles inventou uma nova linha de bicicletas que transformou o pedalar por trilhas em uma atividade recreativa para milhões de pessoas ao redor do mundo.

Suas primeiras bikes foram montadas a partir de quadros recuperados em ferros-velhos. Essas bicicletas foram testadas até a destruição enquanto os resultados eram somados. Enquanto a novidade se espalhava, Charlie participou da fundação da primeira empresa fabricante de mountain-bikes, e fundou em 1980, a Fat Tyre Flyer, primeira revista voltada para as magrelas fora-de-estrada. Em 1983, para evitar conflitos entre o jornalismo e o negócio das bicicletas, Charlie encerrou suas atividades na Fisher Mountain-Bikes. Hoje ele é editor de uma revista de MTB, vive na Califórnia com sua esposa Mary, seu cão chamado Amélia e várias bikes.

O Começo

As Mountain-Bikes, ou BTT`s (Bicicletas Todo Terreno) causaram mais impacto na indústria do ciclismo dos anos 80 do que qualquer outra inovação. Seu surgimento aconteceu no final dos anos 70 quando os pneus balão (chamados na época de fat-tyre) usados nos EUA dos anos 50 foram montados nos quadros projetados para os anos 80. O resultado final foi uma bicicleta que poderia viajar em quase todos os terrenos.

Inicialmente usadas apenas por um pequeno grupo residente no norte da Califórnia que construiu suas próprias bicis, as mountain-bikes chegaram ao mercado americano em 1981, e nas lojas da Inglaterra em 1984. Desde então elas se espalharam por todas as partes da comunidade ciclista. Por muitos anos a curva de crescimento das vendas de mountain-bikes se manteve próximo de 100%, dobrando o número de seguidores todos os anos.

A popularização das mountain-bikes expandiu o uso das bicicletas para fora das estradas de terra e das trilhas já batidas. Com elas, ciclo-turistas pedalaram pela primeira vez nas mais remotas regiões: cruzaram o ártico, os Himalaias, e os Andes. Além de terem conquistado os picos mais altos da Europa e da África, o Mont Blanc e o Kilimanjaro.

Naturalmente foram estabelecidos os circuitos de corridas, sendo que nos EUA existe um campeonato nacional desde 1983. Na Inglaterra os primeiros eventos organizados aconteceram em 1984. O primeiro campeonato mundial teve lugar na França em 1987.

Mas além do ciclismo de competição e de turismo, mountain-bikes são diversão pura para usuários de todos os níveis de experiência, e muitos donos de bicicletas usam seu tempo em estradas comuns. Resistência e agilidade de quadros e peças fazem das mountain-bikes a escolha mais prática para todos os tipos de terreno, exceto as corridas no asfalto.

Gary Fisher na trilha onde sempre foi o mais rápido e no detalhe como fabricante de BTT's.

Gary Fisher na trilha onde sempre foi o mais rápido e no detalhe como fabricante de BTT's.

Joe Breeze - o primeiro construtor de quadros.

Joe Breeze - o primeiro construtor de quadros.

Prefácio – por Richard Grant, Londres 1988.

O começo desse livro nos leva de volta a 1977. Eu era repórter e cheguei ao norte da Califórnia em busca de histórias inéditas. Alguns acontecimentos sugeriram uma checada numa comunidade rural no município de Marin, ao norte de San Francisco, onde um fenômeno surgia com o nome de clunkers. Chegando à única bicicletaria do vilarejo de Fairfax, o dono, após longa e cansativa conversa, me revelou seu medo em relação ao surgimento das tais clunkers, mas demonstrando boa vontade, me apresentou ao seu mecânico, um cara chamado Gary Fisher.

Gary já estava costumado às reações que suas invenções vinham causando em seu patrão, e sugeriu que nos encontrássemos mais tarde. Naquela tarde, eu e Gary nos reunimos com seu parceiro Charlie Kelly. O quartel general era o barracão de Gary, atrás do bar da cidade. Nas paredes do barraco estavam pendurados pôsteres e quadros de bicicletas, na mesa jaziam algumas latas vazias de cerveja. Entre pequenos intervalos de tempo surgiam uns caras no lugar, com seus jeans, camisetas molhadas e cabelos em pé, e entravam no imóvel com bicicleta e tudo para discutir com Gary e Charles como consertar alguma peça de sua clunker ou melhorar seu desempenho. Naquele momento, Gary e Charlie já eram os líderes informais de um bando de hippies que curtiam a adrenalina de andar forte na terra.

Uma das primeiras bicicletas adaptadas por Gary Fisher, ainda com os freios a tambor. Uma verdadeira clunker.

Uma das primeiras bicicletas adaptadas por Gary Fisher, ainda com os freios a tambor. Uma verdadeira clunker.

Alguns anos antes os dois ainda trabalhavam na cena musical psicodélica de San Francisco. Gary como iluminador e Charlie como roadie de uma banda local. O mesmo motivo levou os dois para a zona rural de San Francisco onde se conheceram: queriam levar uma vida menos frenética. O lema dos Hells Angels “Ride to Live, Live to Ride” se encaixou perfeitamente no estilo de vida que a turma estava procurando e as clunkers eram o meio perfeito para esse objetivo. E não parecia mesmo uma bicicleta, e sim uma moto sem motor.

Os primeiros pegas aconteciam por pura diversão. Começava uma revolução.

Os primeiros pegas aconteciam por pura diversão. Começava uma revolução.

Continua.


Comentários»

1. Diogo - julho 25, 2009

??continua??


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