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Diogo BMC

Eu entrei nessa porque um dia, conversando com um amigo, percebemos que tínhamos algo muito valioso nas mãos.

Gostávamos de reunir nossas forças conhecendo lugares, empreendendo viagens, buscando expandir nossos horizontes. Nos divertíamos gastando dias na preparação e planejamento dos momentos na trilha, dedicados a exploração e reconhecimento de novos sítios. Interesses diversos moviam os empreendimentos. Habilidades particulares enriqueciam e experiência. A troca de informações era constante. A utilização da bicicleta permitia extraordinária autonomia, mesmo nos piores terrenos.

O tempo passava e os passeios ficavam cada vez mais voltados para a identificação geográfica, hidrográfica e climática da região por onde passávamos. Havia também a observação da fauna e principalmente flora dos lugares visitados. Paralelo a isso, a bicicleta exigia sua utilização cada vez mais consciente, obrigando-nos a condicionar o corpo e a desenvolver pilotagem mais técnica e menos agressiva, inclusive no que se referia ao impacto ambiental.

Saíamos de viagem com apenas direções a seguir. Diversas vezes outros amigos juntavam-se a nós, mas de forma inconstante. Era quase sempre só nós dois com nossas bicicletas. A partida de cada ataque se dava de forma peculiar. Às vezes sintonizados, às vezes completamente desconectados, saíamos com perspectivas e voltávamos com conclusões. Saíamos com dúvidas e voltávamos com certezas. Pelo corpo, nos braços e pernas as marcas da viagem. Na cabeça vinha a lembrança dos caminhos, dos horizontes, das saídas. Os gramados, os rios, a poeira, as porteiras. Todos haviam sido visitados. E mais, haviam sido experimentados. Na impossibilidade de trazer os cheiros ou sons das matas, nossas fotografias tentavam capturar as cores. As rotas, escritas nos mapas, começavam a virar histórias. Sentíamos a necessidade de preservá-las. Mais, sentíamos a necessidade da preservação daqueles lugares. A ação do homem tem sido devastadora.

Durante este tempo, outros amigos tornaram-se incentivadores. Companheiros cada vez mais freqüentes experimentando as sensações das rotas, sendo elas de treinamento ou de reconhecimento. Cada um contribuindo, dentro de suas possibilidades, para a união e o bem comum. Hoje em dia algumas circunstâncias mudaram, as dificuldades são outras, mas a bicicleta continua nos levando a lugares fantásticos. Dentro do espírito do btt, e com a intenção de divulgar a preservação ambiental, hoje nossos registros estão disponíveis para os internautas. Concluímos que comparilhá-los neste formato interativo de blog poderia incentivar a participação e conscientização de todos.

Hoje concentro meus esforços em contribuir para a difusão de que a bicicleta é uma boa ideia, para qualquer pessoa, em qualquer lugar, a qualquer tempo.

Aproveite o que preparamos para você.

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Visite, opine, pergunte. Sua participação é muito bem-vinda.

:: trilha sonora ::

Kaftwerk para as subidas e Led Zeppelin para as descidas.

Comentários»

1. Márcia Guerra - julho 16, 2007

Boa tarde,
Parabéns pelos passeios. Tb curto viajar de bike. Já fiz algumas viagens, e algumas corridas de aventura.
Tem um bom tempo que não pedalo em terra , ultimamnete tenho pedalado + em asfalto , mas pretendo voltar e fazer altas viagens. Adoro curtir a Natureza em cima de uma bike.
Quero ir para Diamantina pedalando pela estrada real, por acaso vcs tem o mapa das estradas de terra até lá.
Parabéns a vc e toda sua equipe.
Um grande abraço,
Márcia Guerra

2. LEITE - outubro 12, 2007

É isso aí Diogo.
Temos um tesouro nas mãs enos pés tb hehrhrhhr.
A bike é como um agente libertador de nossas potencialidades.
‘ EU VIVO, RESPIRO E TRANSPIRO BIKE.”
Cicloabraços rider.

3. fernando - janeiro 19, 2011

Diogo por onde tu andas ?

Estou reparando que estão dimimuindo os relatos do BTT Gerais , a galera tá largando mão ou estão em outros projetos . Se bem conheço o MTB isto é uma coisa que fica na alma da gente e não nós deixa jamais .
Sei tambem que a vida da gente por vezes nos leva para trilhas dentro de nos mesmo e ficamos por um tempo mais urbanos .
De qualquer forma não deixe de nos brindar com aqueles belos relatos que enche a semana entre um pedal e outro .
Afinal só quem já abriu porteira , pulou mataburro e subiu pasto de coroinha amassando bosta de vaca sabe o que gostamos . ABÇ Fernando.

bttgeraes - maio 18, 2013

Obrigado Fernando, sus palavras também são muito importantes para mim. Aos poucos tamo de volta com os escritos e fotos. Ciclo-abraço! Diogo


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